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Por que ações da Cosan (CSAN3) caem apesar dos movimentos para reduzir dívida? Veja o que dizem os analistas

14 ago 2026, 14:25
Cosan csan3 (3)
(Foto: Divulgação)

As ações da Cosan (CSAN3) recuam nesta sexta-feira (14), apesar da companhia ter anunciado um movimento considerado positivo para sua estrutura de capital. Por volta das 13h50, os papéis caíam 2,71%.



Cosan dá passo para reduzir dívida

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Na quinta-feira (13), a Cosan informou que formalizou uma carta de intenções para vender a totalidade de sua participação no Terminal de Uso Privado Porto São Luís (TUP São Luís) por R$ 300 milhões. O valor será pago no fechamento da operação, que ainda depende da negociação dos contratos definitivos e do cumprimento de condições precedentes.

A proposta também prevê um possível earn-out de aproximadamente R$ 50 milhões por novo berço implantado no terminal até 2035, além do berço principal. Os valores serão corrigidos pela variação acumulada do IPCA até as respectivas datas de pagamento.

A operação está alinhada à estratégia da Cosan de desinvestir em ativos não estratégicos para reduzir a dívida líquida.

O Citi classificou o movimento como um “pequeno, mas positivo” passo na direção da desalavancagem. A casa pondera, no entanto, que o impacto financeiro será limitado, já que os R$ 300 milhões representam apenas cerca de 3% da dívida líquida da companhia.

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O Safra também avaliou a transação de forma construtiva. Em relatório, o banco destacou que vê o anúncio como um passo positivo para a redução do endividamento e simplificação do portfólio, ainda que o valor proposto esteja abaixo dos R$ 619 milhões registrados no balanço da Cosan para o ativo.

Ainda assim, a venda pode contribuir para a simplificação do portfólio e para a redução do endividamento.

Rating também está no radar

A companhia chega ao pregão ainda sob o efeito de uma preocupação recente com sua estrutura de crédito. Na segunda-feira (10), a Moody’s Local Brasil rebaixou o rating de emissor da Cosan de AA.br para A+.br e manteve a perspectiva negativa. A decisão ocorreu em meio à deterioração da qualidade de crédito da Raízen, uma das principais empresas do portfólio da Cosan.

O movimento reforça a importância dos esforços da companhia para reduzir sua alavancagem e melhorar sua estrutura financeira. Nesse contexto, a venda do TUP São Luís é positiva, mas, isoladamente, ainda tem pouco poder para mudar o quadro de endividamento da holding.

Gringos e Bolsa pressionada

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O movimento de queda nas ações da Cosan ocorre em meio à forte pressão sobre a Bolsa brasileira, que caminha para a nona sessão consecutiva de queda. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 1,03%, aos 165.386 pontos. O ambiente de aversão ao risco tem pesado sobre diversos papéis, reduzindo o efeito de notícias corporativas.

Além disso, o peso da saída dos gringos da bolsa também fazem com que o cenário negativo se aprofunde. Em agosto, com dados até o dia 12, investidores estrangeiros já haviam retirado R$ 13,56 bilhões da B3.

Em julho, o fluxo estrangeiro também esteve no radar dos investidores, em um ambiente de maior cautela com os ativos brasileiros. A saída de capital estrangeiro, somada às incertezas fiscais, eleitorais e sobre os juros, tem ajudado a pressionar o Ibovespa.

Nesta sexta-feira, o índice também é afetado pelo ambiente de vencimentos de opções e pela repercussão de uma nova rodada de resultados corporativos. O Ibovespa chega ao nono pregão consecutivo de perdas depois de fechar a quinta-feira aos 167.100 pontos, acumulando uma sequência de baixa que vem castigando as ações brasileiras.

Resultado da Cosan

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Além da venda do ativo, o mercado tem outro evento importante no radar: a Cosan divulga seu resultado do segundo trimestre de 2026 nesta sexta-feira (14), após o fechamento do pregão. O balanço deve ajudar os investidores a avaliar a evolução operacional e, principalmente, a situação financeira da companhia em meio ao esforço de desalavancagem.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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