Positivo (POSI3) diz por que não se preocupa com ‘efeito Casas Bahia (BHIA3)’ nos resultados
A Positivo Tecnologia (POSI3), empresa de computadores e produtos eletrônicos, divulgou ao mercado que os recebíveis que possui do Grupo Casas Bahia (BHIA3) são de exposição limitada e contam com seguro.
Em comunicado divulgado na noite de segunda-feira (18), a Positivo informou que o saldo atual de contas a receber da varejista é de aproximadamente R$ 19 milhões. O montante corresponde a 2,7% de todo o saldo líquido de contas a receber da companhia em 30 de junho 2026, conforme divulgado nas demonstrações financeiras do segundo trimestre de 2026.
Segundo a companhia toda essa exposição está coberta por seguro de crédito, contratado junto a duas seguradoras relevantes neste mercado, que não foram especificadas no comunicado.
“A companhia acompanha de perto a evolução da situação das Casas Bahia e adotou as medidas comerciais e administrativas cabíveis para mitigação de eventual impacto, incluindo a ativação dos mecanismos previstos na apólice de seguro de crédito vigente”, diz a Positivo..
A administração da Positivo afirma que não identificou, no momento, risco material para os resultados do exercício de 2026 por conta dessa exposição.
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Recuperação judicial da Casas Bahia
A Casas Bahia anunciou no início desta semana que entrou com pedido de recuperação judicial da companhia, em conjunto com algumas subsidiárias.
O pedido foi protocolado no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo (SP) e contou com aprovação do acionista controlador.
A empresa afirmou que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.
Além disso, a companhia reportou no balanço do segundo trimestre do ano prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões. O valor é 18 vezes maior do que o saldo negativo de R$ 555 milhões apresentado no mesmo período do ano anterior.
De acordo com a varejista, o resultado foi impactado em R$ 9,1 bilhões por eventos não recorrentes, como contratos não performados, baixa de ativos, gastos com reestruturação e Imposto de Renda (IR) diferido.