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JBS (JBSS32): BofA eleva preço-alvo e vê dividendos de 10%; ação dispara

02 out 2026, 15:25 - atualizado em 02 out 2026, 16:24
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(Foto: Reuters/Annie Rice)

O Bank of America (BofA) elevou o preço-alvo da JBS (JBSS32) de R$ 95 para R$ 100 e reiterou a recomendação de compra, apoiado em uma perspectiva mais favorável para a operação de carne bovina nos Estados Unidos. Para as ações negociadas em Nova York, o alvo passou de US$ 19 para US$ 20. Por volta de 16h08, o BDR avançava 7,57%, em R$ 60,67.

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Em relatório divulgado nesta sexta-feira (2), os analistas Isabella Simonato e Peter Galbo avaliam que a recuperação das margens da divisão americana deve mais do que compensar um desempenho mais fraco nas operações de frango, suínos e carne bovina no Brasil.

O banco também projeta um retorno em dividendos de 10% em 2027, sustentado pelo avanço da geração de caixa e pela redução do endividamento em relação ao resultado operacional.

A revisão do preço-alvo incorpora a atualização do ano-base da avaliação para 2027, estimativas operacionais ligeiramente maiores e menor alavancagem, mesmo com a redução do múltiplo-alvo de valor da empresa sobre Ebitda (EV/Ebitda), de 7 para 6,5 vezes.

Carne bovina nos EUA assume protagonismo

O BofA passou a estimar uma margem Ebitda ligeiramente positiva para a operação de carne bovina nos EUA em 2027, ante uma projeção anterior de -1%.

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Com isso, o banco elevou em US$ 394 milhões sua estimativa de Ebitda para a divisão no próximo ano. O avanço supera o corte de US$ 243 milhões nas projeções combinadas para as demais operações, dos quais US$ 127 milhões correspondem à JBS Brasil.



Segundo os analistas, cada aumento de 0,5 ponto percentual na margem Ebitda da carne bovina americana compensa uma queda simultânea de 0,25 ponto percentual nas margens de todos os outros segmentos.

No consolidado, o banco manteve a projeção de Ebitda de US$ 4,5 bilhões para 2026 e elevou em 3,2% a estimativa para 2027, a US$ 4,9 bilhões, pelas normas contábeis americanas.

Menos investimentos, mais caixa

Outra mudança relevante está nos investimentos. O BofA reduziu sua projeção de capex da JBS para 2027 de US$ 2,2 bilhões para US$ 1,5 bilhão, acompanhando o corte na orientação da companhia para 2026 e a ênfase da administração na disciplina de capital.

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Com menores gastos em expansão e um Ebitda mais forte, a estimativa de fluxo de caixa livre para 2027 saltou de US$ 300 milhões para US$ 1,1 bilhão.

Na avaliação do banco, esse movimento deve marcar o início de um ciclo de desalavancagem. Pela métrica utilizada pela companhia, a relação entre dívida líquida e Ebitda deve encerrar 2027 em 2,8 vezes, dentro da faixa de segurança de 2 a 3 vezes considerada no relatório.

A projeção não inclui o pagamento de dividendos. O banco acrescenta que o aporte de US$ 800 milhões da Danantara na joint venture na Indonésia pode reduzir a alavancagem em mais 0,1 vez.

Dividendos de 10% no radar

Com a alavancagem abaixo de 3 vezes, o BofA vê espaço para a JBS sustentar o pagamento de aproximadamente US$ 1,1 bilhão em dividendos no próximo ano, equivalente a um dividend yield estimado de 10%.

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A expectativa é de que os pagamentos se concentrem no segundo semestre, considerando a liberação de recursos alocados em capital de giro no quarto trimestre.

Para os analistas, a combinação entre dividendos e exposição à recuperação da carne bovina nos EUA sustenta a recomendação de compra, mesmo diante das pressões esperadas nas demais divisões.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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