Preço dos alimentos, violência e corrupção: o que mais preocupa os eleitores, segundo pesquisa Genial/Quaest
Pesquisa eleitoral Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) trouxe também recortes econômicos e sociais, com destaque para a percepção de alta nos alimentos e consequente queda no poder de compra dos entrevistados. No levantamento de abril, 72% declararam que os preços dos alimentos subiram nos mercados no último mês, ante 58% com a mesma avaliação em março.
Para 8%, os preços recuaram, ante 16% no mês passado e para 18% os preços ficaram estáveis, ante 24% na pesquisa anterior. Outros 2% não souberam ou não responderam, mesmo porcentual nos dois levantamentos.
Com isso, 71% declaram que o seu poder de compra atualmente é menor em relação há um ano, ante 64% com a mesma percepção no levantamento de março. Para 17% o poder de compra é igual, ante 21% no levantamento anterior e houve alta no poder de compra sobre igual período de 2025 para 11%, contra 14% em março.
Metade dos entrevistados (50%) declarou que a economia piorou nos últimos 12 meses, contra 48% com a mesma avaliação em março. Para 21% a economia melhorou (24% na anterior) e para 27% ficou no mesmo jeito (26% em março).
Curiosamente, houve uma melhora na avaliação sobre o endividamento pessoal dos entrevistados. Na pesquisa, 43% declararam ter poucas dívidas, ante 33% com a mesma avaliação em março. A fatia dos que relataram ter muitas dívidas caiu de 32% para 29% e a dos que não têm dívidas saiu de 34% para 28%.
No levantamento, 70% se declararam a favor de o governo ter um program de ajuda às famílias, 24% foram contra e 6% não souberam ou não responderam. Após admitir o fracasso do programa Desenrola, o governo federal anunciou que estuda outra forma de fomento à renegociação de dívidas. Na pesquisa, 46% aprovaram o Desenrola, 45% não conheciam o programa e outros 9% desaprovam a política.
Violência e Corrupção
A pesquisa Genial/Quaest aponta que a violência segue como a maior preocupação do eleitor em relação ao Brasil, com 27% de citações, mesmo porcentual de fevereiro e março. Para 19%, a corrupção é a maior preocupação, ante 20% com a mesma avaliação em março. Problemas sociais, com 16%, saúde, com 14%, economia, com 9%, e educação, com 7%, completam a lista
Metodologia
Na pesquisa, foram consultados 2.004 eleitores presencialmente entre a última quinta-feira (9) e segunda-feira (13). A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95% e a pesquisa tem o registro BR-09285/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).