Mercados

Preços do petróleo ampliam perdas com redução dos temores de interrupção no fornecimento do Oriente Médio

17 set 2026, 5:07
petróleo commodities oriente médio
(iStock.com/Torsten Asmus)

Os preços do petróleo recuam nesta quinta-feira (17), ampliando as perdas após relatos de que a Arábia Saudita estaria oferecendo cargas adicionais de petróleo bruto por meio de Omã, o que reduziu os temores de interrupções no fornecimento. Ainda assim, os preços permaneceram acima de US$ 100 por barril devido às preocupações de que o conflito no Oriente Médio possa se expandir.

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Os contratos futuros do petróleo Brent caíam US$ 0,90, ou 10,85%, para US$ 104,9 por barril às 5h05 (horário de Brasília), enquanto os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuavam US$ 0,65, ou 0,63%, para US$ 101,80 por barril. Ambos os contratos haviam caído cerca de US$ 3 nesta quarta-feira (16).



“As preocupações com a restrição do fornecimento diminuíram ligeiramente após as notícias de que a Arábia Saudita enviaria cargas por meio de Omã”, disse Hiroyuki Kikukawa, estrategista-chefe da Nissan Securities Investment, unidade da Nissan Securities.

“As expectativas de avanços para reduzir as tensões no Oriente Médio antes da cúpula entre EUA e China na próxima semana também estão limitando as altas dos preços”, acrescentou.

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A Arábia Saudita está oferecendo mais carregamentos de petróleo bruto a refinarias asiáticas por meio de transferências entre navios ao largo do porto de Sohar, em Omã, disseram pessoas familiarizadas com o assunto, amenizando parte do impacto sobre o fornecimento global causado pelos ataques à oleoduto East-West da Arábia Saudita, que leva petróleo ao Mar Vermelho.

No entanto, alguns analistas esperavam que esses fluxos compensassem apenas uma parte da perda de fornecimento do porto saudita no Mar Vermelho, limitando a queda dos preços do petróleo.

O aumento dos fluxos pelo Estreito de Ormuz “está compensando apenas parcialmente os barris de exportação perdidos após os ataques com drones que interromperam o oleoduto East-West da Arábia Saudita”, disseram analistas do Saxo Bank em uma nota.

Os preços do petróleo haviam subido para máximas de cerca de quatro meses no início desta semana, depois que fontes do setor de transporte marítimo disseram que os carregamentos de petróleo bruto no centro de exportação saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, haviam sido suspensos e que Riad havia cancelado algumas entregas de cargas destinadas a clientes europeus. A suspensão ocorreu após ataques ao oleoduto East-West, que abastece o porto saudita de Yanbu.

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Yanbu tornou-se a principal saída da Arábia Saudita para as exportações de petróleo depois que o Irã começou a bloquear o Estreito de Ormuz, após os Estados Unidos e Israel atacarem o país no final de fevereiro. Antes da guerra, Ormuz era a rota de passagem de um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

Duas estações de bombeamento que atendem ao oleoduto East-West foram danificadas em um ataque na semana passada e o prazo para os reparos ainda não está claro, de acordo com avaliações de três fontes do setor de petróleo e segurança.

Apesar da queda de hoje dos preços do petróleo, permanecem as preocupações com a intensificação da guerra no Oriente Médio.

Aviões de guerra sauditas bombardearam o Iêmen, enquanto combatentes houthis lançaram drones e mísseis contra cidades sauditas, afirmou ontem o movimento apoiado pelo Irã, após um rápido avanço que ampliou o alcance de Teerã na guerra no Oriente Médio.

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O banco DBS, de Cingapura, considera, em seu cenário-base para o quarto trimestre, que a guerra dos EUA com o Irã irá diminuir de intensidade e que o Brent se estabilizará na faixa de US$ 85 a US$ 95 por barril.

“No entanto, no cenário pessimista que prevalece atualmente, com ataques e incidentes em Ormuz e no Mar Vermelho continuando, os preços poderiam disparar para níveis próximos de US$ 120 por barril antes de potencialmente se normalizarem novamente em torno de US$ 100 por barril”, disse Suvro Sarkar, chefe de pesquisa de energia do DBS Bank.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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