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Petrobras (PETR4) e outras petroleiras têm forte alta com ‘ajuda’ de Xi Jinping e Trump

15 maio 2026, 12:51 - atualizado em 15 maio 2026, 12:51
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O petróleo Brent, referência para o mercado internacional, sobe mais de 1% após acusações de Trump contra o Irã e acordo entre EUA-China (Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

As ações das petroleiras operam em forte alta e lideram a ponta positiva do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (15), em dia de aversão a risco no cenário externo e doméstico, além de liquidez reduzida por vencimento de opções.

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Por volta de 12h20 (horário de Brasília), Brava Energia (BRAV3) figurava com a ação com melhor desempenho do índice, com alta de 2,36%, a R$ 18,62.



Os papéis da Petrobras (PETR3;PETR4), considerados um dos pesos-pesados do Ibovespa, também avançam, figurando entre os papéis mais negociados na B3.

As ações ordinárias PETR3 registravam um alta de 1,44%, a R$ 50,09, e as preferenciais PETR4 tinham ganho de 0,82%, a R$ 45,37 — sendo a ação mais negociada do mercado acionário doméstico, com mais de 29,5 mil negócios e giro financeiro de R$ 789,7 milhões, no mesmo horário.

PetroReconcavo (RECV3) subia 0,83%, a R$ 12,13.

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Prio (PRIO3) tinha leve alta de 0,25%, a R$ 67,46. A junior oil é a que tem maior exposição a preços mais altos de petróleo, por ter 100% da produção em óleo e menor nível de hedge, enquanto Petrobras (PETR3;PETR4), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) apresentam menor sensibilidade devido a refino, hedge e maior participação de gás natural.

Petróleo próximo a US$ 110

A forte valorização das petroleiras brasileiras deve-se ao desempenho do petróleo no mercado internacional.

Considerado um dos “termômetros” do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo ganha força em meio ao impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e à frustração com a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China.

O mercado esperava avanços concretos nas negociações de paz no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz com apoio de Pequim, importante aliado e maior comprador de petróleo do Irã – o que não aconteceu.

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Na noite de ontem (14), após o fim da cúpula entre os líderes, Trump também disse que os EUA não precisam da abertura de Ormuz, ou pelo menos não tanto quanto a China. “Não precisamos disso de forma alguma”, declarou o presidente norte-americano em entrevista à Fox News ainda em terras chinesas.

“Os mercados não ouviram o suficiente de Pequim para ficarem mais otimistas em relação ao Golfo, e os dados fortes dos EUA agora estão aumentando a confiança em uma alta de juros pelo Fed”, afirmou o estrategista do ING, Francesco Pesole, em relatório diário.

Por volta de 12h20, o contrato mais negociado do Brent, com vencimento em julho, subia mais de 3%, próximo a US$ 110 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã — sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo —, segue como o principal ponto de atenção do mercado.

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Cerca de um quinto do consumo global da commodity passa pelo ‘corredor’, que conecta grandes produtores do Oriente Médio — como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar — aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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