Comprar ou vender?

Há salvação para a Oncoclínicas (ONCO3)? Números do 1T25 reforçam preocupação com o financeiro

15 maio 2026, 12:42 - atualizado em 15 maio 2026, 12:42
oncoclínicas
(Imagem: Divulgação)

Os resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) da Oncoclínicas (ONCO3) reforçaram a preocupação sobre a delicada situação financeira da companhia. No período, o prejuízo mais que triplicou, com números ainda mais fracos do que o esperado pelo mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em reação, as ações operam no negativo nesta sexta-feira (15). Por volta de (horário de Brasília) . Acompanhe o tempo real.



Na avaliação do JP Morgan, a frustração do balanço veio por meio de vários fatores. Entre eles, a oferta limitada de medicamentos gerou um impacto negativo de R$ 40 milhões na receita bruta (cerca de 3% do total), agravou a tendência de queda de volumes que a companhia já enfrenta.

Além disso, houve uma reclassificação de provisões entre receita bruta e líquida, que eliminou a flexibilidade discricionária que a gestão anterior tinha sobre esse reconhecimento, com impacto de R$ 119 milhões (aproximadamente 8% da receita bruta).

Ainda, a empresa reconheceu R$ 148 milhões em provisões para risco de perdas de crédito esperadas, relacionadas à Unimed Leste Fluminense.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado calculado pelo JP Morgan ficou em R$ 68 milhões negativos, bem abaixo da projeção positiva do banco, de R$ 210 milhões, e também do consenso, de R$ 214 milhões.

A leitura do banco é que a continuidade operacional da companhia segue fortemente dependente de apoio externo.

“Em resumo, a expectativa é de reação negativa das ações ao resultado, especialmente porque nenhum novo plano estratégico foi anunciado junto ao balanço. O JP Morgan mantém recomendação Underweight (equivalente à venda) para o papel”, dizem os analistas.

Preocupação persiste em meio à baixa visibilidade

Analistas do BTG Pactual reforçam que a Oncoclínicas reportou um conjunto de resultados muito fraco no primeiro trimestre, com as restrições de liquidez agora afetando diretamente as operações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“No geral, a Oncoclínicas continua sendo uma tese de investimento desafiadora, considerando sua elevada alavancagem, geração de caixa pressionada e riscos de execução ainda relevantes na estabilização das operações”, dizem os analistas.

Ainda que a gestão esteja buscando alternativas para solucionar a situação financeira da companhia, o banco observa que a visibilidade permanece limitada tanto sobre o ritmo da reestruturação quanto sobre o desfecho final dessas iniciativas.

O BTG tem recomendação neutra para a ação.

Para o Safra, o balanço do primeiro trimestre confirma a posição financeira extremamente complicada que a companhia enfrenta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os analistas do banco avaliam que as negociações em andamento com credores para reprogramar a amortização de dívidas financeiras e relacionadas a aquisições permaneceram como principal preocupação no trimestre, diante de uma posição de caixa que caiu de R$ 518 milhões no 4T25 para R$ 12 milhões no 1T26.

banco destaca ainda a dívida líquida somada às obrigações de aquisições totaliza R$ 3,27 bilhões (5,2x dívida líquida/EBITDA) e a totalidade da dívida financeira bruta está classificada no curto prazo.

O consumo de caixa de R$ 394 milhões pressionou a liquidez a um nível crítico, na leitura do Safra. Os analistas ponderam que o caixa, serviço da dívida e liquidez permanecem como as variáveis-chave na tese de investimento.

O banco tem classificação underperform para as ações, equivalente à venda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Números do 1T26 da Oncoclínicas

A rede de tratamentos oncológicos reportou prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões referente ao período de janeiro a março de 2026, mais do que triplicando o prejuízo de R$ 131,9 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 49,2 milhões, com margem negativa de 4,2%.

De acordo com a companhia indicador foi diretamente impactado pela desalavancagem operacional do período, ocasionada pelo desabastecimento de medicamentos nas clínicas, cenário que começou a enfrentar durante o começo do mês de março e por provisionamentos contábeis ocorridos durante o trimestre.

A rede de oncologia teve receita líquida de R$ 1,16 bilhão no período de janeiro a março, uma queda de 22,3% em comparação com o mesmo período em 2025. A companhia afirma que a dinâmica está relacionada ao volume de provisões de PCLD (provisão para créditos de liquidação duvidosa) durante o trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar