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MBRF (MBRF3) surpreende analistas no 1T26, com Ebitda acima das expectativas; XP mantém cautela por alavancagem

15 maio 2026, 12:10 - atualizado em 15 maio 2026, 12:10
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(Foto: Divulgação)

A MBRF (MBRF3) entregou um conjunto de resultados acima das expectativas dos analistas no primeiro trimestre de 2026, com destaque para o desempenho operacional da BRF e da divisão Beef América do Sul.

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O Ebitda ajustado consolidado somou R$ 3,1 bilhões, superando estimativas de casas como XP Investimentos, Santander e Safra, enquanto a geração de caixa e a alavancagem seguiram como os principais pontos de atenção para parte do mercado.

A XP classificou o resultado como um “beat acima da linha”, destacando que o EBITDA ajustado veio 9,8% acima de suas projeções, impulsionado principalmente pela expansão de margens da Sadia Halal e pela melhora operacional da BRF, mesmo diante de um ambiente ainda incerto no Oriente Médio.



A casa, porém, manteve postura cautelosa, ressaltando que a queima de caixa de R$ 1,26 bilhão e a alavancagem de 3,4 vezes dívida líquida/Ebitda seguem desconfortáveis para um cenário de maior volatilidade.

Segundo a XP, a melhora sequencial das margens da Sadia Halal foi um dos principais vetores positivos do trimestre, com margem EBITDA ajustada de 15,6%, acima da média registrada em 2025. A corretora também chamou atenção para a resiliência da National Beef, que conseguiu sustentar margem marginalmente positiva mesmo em um cenário desafiador para a indústria bovina dos Estados Unidos.

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“No consolidado, não vemos o 1T26 impulsionando revisões materiais de lucros e permanecemos neutros, reiterando nossa recomendação neutra (preço-alvo de R$ 20,90), particularmente porque acreditamos que a volatilidade não combina bem com o nível de alavancagem”, explicam Leonardo Alencar e Pedro Fonseca.

MBRF3: O que dizem Santander e Safra?

O Santander também avaliou o trimestre de forma positiva e reiterou recomendação outperform (compra) para a companhia, com preço-alvo de R$ 26. Para o banco, o principal destaque foi a forte rentabilidade da BRF, sustentada pelo avanço das exportações após a reabertura dos mercados da China e da União Europeia, além do bom desempenho no GCC (Conselho de Cooperação do Golfo).

De acordo com o Santander, a margem Ebitda da BRF avançou para cerca de 17%, ficando 1,9 ponto percentual acima das expectativas da instituição. O banco destacou ainda que os menores custos com grãos e a melhora no mix de produtos e destinos de exportação ajudaram a compensar a fraqueza do mercado doméstico.

Na operação halal, o Santander apontou que a Sadia Halal registrou expansão de cerca de cinco pontos percentuais na margem trimestre contra trimestre, alcançando aproximadamente 16%, beneficiada por uma forte campanha de Ramadã e pelo avanço dos preços em dólar acima dos custos.

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Já o Safra ressaltou que o Ebitda consolidado veio 8% acima de suas estimativas e 6% acima do consenso de mercado, impulsionado especialmente pela forte execução operacional da divisão Beef América do Sul. A operação apresentou crescimento de 23% na receita líquida e margem EBITDA ajustada de 10%, mesmo diante da alta dos preços do gado no Brasil, Uruguai e Argentina.

O banco também avaliou que a BRF conseguiu compensar a fraqueza do mercado doméstico com um desempenho robusto nas exportações, embora tenha registrado retração anual de 10% no EBITDA. Ainda assim, o resultado da divisão veio acima do esperado pelo Safra. O banco conta com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 23 para a ação.

Por outro lado, o fluxo de caixa livre negativo em R$ 1,26 bilhão apareceu como um dos principais pontos de atenção do trimestre. Segundo o Safra, o desempenho foi impactado por maior consumo sazonal de capital de giro, aumento dos ativos biológicos e pelos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os estoques da BRF.

Apesar das preocupações com alavancagem e geração de caixa, a leitura predominante entre os analistas foi de que a MBRF apresentou um trimestre operacionalmente forte, sustentado pela combinação de exportações resilientes, ganhos de eficiência e capacidade de repasse de preços mesmo em um ambiente global mais desafiador para proteínas.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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