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Cosan (CSAN3) tomba 9% após novo prejuízo, mas Safra enxerga fim do período ruim à vista; confira

15 maio 2026, 12:13 - atualizado em 15 maio 2026, 12:13
Cosan csan3 (1)
(Imagem: Divulgação)

As ações do Cosan (CSAN3) chegaram a cair 9,46% (R$ 4,21) antes de entrarem em leilão na manhã desta sexta-feira (15) após a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26), que indicou prejuízo líquido menor, mas com dívida e resultado financeiro ainda pressionados.

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A Cosan aparece entre as principais quedas do Ibovespa (IBOV) depois de reportar prejuízo líquido de R$ 1,58 bilhão no 1T26, uma melhora de 11% em relação às perdas de R$ 1,79 bilhão registradas no mesmo período do ano passado.

A receita líquida caiu 7% na comparação anual, para R$ 9,03 bilhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ajustado avançou 60%, para R$ 3,34 bilhões.

Por volta das 11h42 (horário de Brasília), a CSAN3 derretia 4,44%, a R$ 6,27. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 1,08%, aos 176.431,25 pontos.



Os analistas do Banco Safra, no entanto, avaliam que o fim do período ruim da Cosan está próximo uma vez que o índice de cobertura de juros e o de serviço da dívida tendem a melhorar nos próximos trimestres, acompanhando a redução dos pagamentos de juros decorrente da diminuição do endividamento.

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Despesas financeiras e tributárias pesam no 1T26

Para o Safra, o Ebitda ajustado sob gestão, de R$ 3,4 bilhões, superou as estimativas em 3% e também indicou alta anual de 3%, refletindo principalmente o crescimento da Rumo (RAIL3) e da Compass (PASS3). Os números foram parcialmente compensados pelos resultados mais fracos da Radar, acrescenta.

Já o índice de cobertura de juros caiu de 0,9x no quarto trimestre de 2025 para 0,4x nos últimos doze meses no 1T26. A perspectiva, segundo o Safra, é positiva, já que os pagamentos líquidos de juros devem continuar caindo após a redução do endividamento.

“A geração de caixa no trimestre foi negativamente impactada pelos custos associados à liquidação antecipada de dívidas, enquanto os recebimentos de dividendos foram praticamente nulos”, detalha o banco.

De acordo com o Safra, a melhora anual no prejuízo reflete o aumento do resultado de equivalência patrimonial devido à ausência da contribuição negativa da Raízen, já que o investimento foi baixado contabilmente, além da contribuição positiva de Rumo e Moove.

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Esse fator, contudo, foi parcialmente compensado, segundo o banco, por maiores despesas tributárias e financeiras líquidas, impulsionadas principalmente por:

  • ausência do ganho de marcação a mercado da posição em Vale registrado no 4T25;
  • custos de pré-pagamento de títulos;
  • impacto da estrutura preferencial Cosan Dez;
  • e maiores despesas relacionadas ao TRS lastreado em ações da Rumo.

Alavancagem e cobertura de juros

Em relação à dívida líquida corporativa expandida da Cosan, que considera a estrutura de ações preferenciais da Cosan Dez, o banco avalia que o avanço de R$ 9,8 bilhões no trimestre anterior para R$ 11,5 bilhões agora reflete o consumo de caixa do período, principalmente em razão dos juros e outras despesas financeiras ligadas ao pré-pagamento de dívidas.

Já o índice de cobertura do serviço da dívida, por outro lado, caiu de 0,9x para 0,4x ao final do primeiro trimestre de 2026, como reflexo tanto a queda dos dividendos quanto o aumento dos pagamentos de juros na base dos últimos doze meses.

“Vale destacar que esse índice deve melhorar nos próximos trimestres, acompanhando a redução dos pagamentos de juros decorrente da diminuição do endividamento”, diz o Safra.

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Queima de caixa

Nos primeiros três meses do ano, houve uma queima de caixa de R$ 8,250 bilhões, ante geração positiva de R$ 12,511 bilhões reportada no trimestre anterior, atribuída principalmente às amortizações de principal da dívida no valor de R$ 6,149 bilhões e aos pagamentos de juros, que totalizaram R$ 1,384 bilhão, afirma o Safra.

Segundo o banco, as principais entradas de caixa foram receitas financeiras de R$ 275 milhões e dividendos de R$ 36 milhões.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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