Radar do mercado

Azzas 2154 (AZZA3), Itaú (ITUB3), Brava Energia (BRAV3) e outros destaques desta quarta-feira (13)

13 maio 2026, 10:01 - atualizado em 13 maio 2026, 10:01
Azzas 2154
(Imagem: Montagem/Money Times)

A crise entre executivos na Azzas 2154 (AZZA3), a inclusão da ON Itaú Unibanco (ITUB3) ao índice de mercados emergentes e a elevação de participação da Somah na Brava Energia (BRAV3) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (13).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Crise na Azzas 2154 (AZZA3): Liminar da Justiça mantém Jatahy no cargo de CBO e estrutura operacional

A relação entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman segue no radar do mercado. A Azzas 2154 (AZZA3) informou ao mercado na noite de terça-feira (12) que tomou conhecimento da decisão liminar tomada pela Justiça sobre a ação cautelar pré-arbitral movida por Jatahy envolvendo a gestão da unidade de moda masculina.

A ação, que corre em segredo de Justiça, foi movida pelo ex-CEO do Grupo Soma contra Birman, que liderava a Arezzo, tendo a Azzas 2154 — empresa resultante da fusão entre as companhias — como parte interessada.

A decisão determina, em caráter liminar a abstenção da prática de atos e a manutenção da estrutura organizacional e do modus operandi vigentes até 22 de abril de 2026 com relação à unidade de negócio de vestuário feminino e à unidade de negócio de vestuário masculino.

Além disso, a Justiça determinou a manutenção de Roberto Luiz Jatahy Gonçalves na sua função de Chief Brand Officer e, interinamente, o seu apontamento como responsável pela gestão de referidas unidades.

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Na prática, mudanças na empresa estão temporariamente congeladas e tudo deve se manter como estava até a data informada, enquanto o caso é analisado. As duas áreas de vestuário devem seguir operando sem alterações, tendo Jatahy no cargo de diretor de marca e provisoriamente designado a comandar as duas unidades de negócio.

MSCI anuncia inclusão da ON Itaú Unibanco (ITUB3) ao índice de mercados emergentes

A MSCI anunciou os resultados da revisão de índices de maio de 2026 em comunicado divulgado nesta terça-feira (12), com a inclusão da ação ordinária do Itaú Unibanco (ITUB3).

A empresa americana que fornece de ferramentas de suporte a decisões de investimento, incluindo índices de ações, informou que as três maiores adições ao MSCI Emerging Markets Index, medidas pela capitalização de mercado total da empresa, serão o Itaú, Yangtze Optical Fibre and Cable Joint Stock Limited Company A (HK-C) e Sichuan Biokin Pharmaceutical A (HK-C).

Na revisão dos índices MSCI Global Standard, quarenta e nove ativos serão adicionados e 101 ativos serão removidos do índice MSCI ACWI.

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Todas as alterações serão implementadas a partir do fechamento de 29 de maio de 2026.

Brava Energia (BRAV3): Somah eleva participação e passa a deter 9,27% do capital

A Brava Energia (BRAV3) anunciou ao mercado nesta quarta-feira (13) que a Somah Investimento e Participações, integrante do Bloco Somah Printemps Quantum, comprou 10.552.356 ações ordinárias da companhia.

Com isso, o Bloco Somah passou a deter 43.064.459 ações ordinárias, o equivalente a 9,27% do capital social da Brava.

A aquisição da participação acionária pela Somah não objetiva alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia, de acordo com o documento.

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Cury (CURY3) apresenta lucro líquido de R$ 302,9 milhões no 1T26

A Cury (CURY3), uma das maiores construtoras do Minha Casa Minha Vida, apresentou lucro líquido de R$ 302,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, montante 41,9% maior do que no mesmo período de 2025.

A melhora no lucro decorre principalmente do ciclo de mais lançamentos e vendas de imóveis, com subida de preços e manutenção de custos sob controle. Essa equação ajudou a aumentar a receita e diluir despesas. No começo deste ano, os apartamentos foram vendidos a R$ 325,4 mil, em média, 5% mais na comparação com um ano antes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 411,4 milhões, aumento de 42,9% na comparação anual. A margem Ebitda foi a 25,5%, subida de 1,8 de ponto porcentual (p.p.).

A receita operacional líquida somou R$ 1,613 bilhão, crescimento de 32,6%, e recorde para a empresa.

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A linha de equivalência patrimonial (que apura os resultados oriundos de empreendimentos feitos em sociedade) gerou um ganho de R$ 2,3 milhões, o triplo na comparação anual.

O conselho de administração da Cury também aprovou a distribuição de R$ 160 milhões em dividendos intercalares aos seus acionistas, mostra comunicado enviado ao mercado na noite de terça-feira (12). O montante equivale a R$ 0,5194002586 por ação.

Terão direito ao recebimento do dividendo os acionistas com posição acionária na construtora em 15 de maio de 2026. A partir do dia 18 de maio, as negociações ocorrem ex-dividendos.

O pagamento dos dividendos ocorrerá em uma única parcela, em 28 de maio de 2026. De acordo com a Cury, não haverá atualização monetária ou incidência de juros entre a data da declaração e a data do efetivo pagamento.

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JBS (JBSS32): Lucro cai 55,8% no 1T26 com desafios nos EUA apesar de avanço em bovinos no Brasil

A JBS (JBSS32), maior produtora global de carnes, relatou nesta terça-feira (12) uma queda de 55,8% no lucro líquido para US$ 221 milhões, com a força das operações brasileiras não sendo suficientes para compensar margens negativas da unidade norte-americana de proteína bovina, a maior do grupo.

Os destaques positivos ficaram por conta da JBS Brasil, apoiada pela forte demanda global por carne bovina, e da unidade brasileira Seara, de processados e carnes suína e de aves, que teve desempenho consistente nos mercados locais e internacionais, disse a empresa.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou US$1,13 bilhão, queda de 26% ante o mesmo período do ano passado, enquanto a receita líquida avançou 11% na mesma comparação, para US$21,61 bilhões.

A unidade de carne bovina da América do Norte, que respondeu por cerca de um terço da receita da companhia no período, registrou Ebitda ajustado negativo em US$267 milhões, uma piora em relação ao mesmo período do ano passado (US$100 milhões negativos), enquanto as margens foram negativas em 3,7%.

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Hapvida (HAPV3) mira operação mais simples e avalia venda de ativos

A Hapvida (HAPV3) poderá vender algumas de suas operações e fechar outras no país em meio ao plano do novo presidente-executivo para simplificar a estrutura da empresa de planos de saúde e acelerar a redução de dívida.

“Estamos conduzindo uma revisão da presença geográfica…não há temas pétreos”, disse Luccas Adib, que assumiu recentemente a presidência-executiva da empresa de planos de saúde, durante conferência com analistas após a publicação dos resultados de primeiro trimestre do grupo na noite da véspera.

“O foco é simplificar a operação, sem apegos, e acelerar a desalavancagem, mesmo que não tenhamos pressão de curto prazo para isso”, afirmou o executivo, sem dar detalhes sobre eventuais vendas ou fechamentos de unidades.

As ações da Hapvida eram a segunda maior alta do Ibovespa perto do final do pregão de terça-feira (12), saltando cerca de 10% e cotadas a R$12,55, enquanto o índice mostrava queda de 0,62%.

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Tráfego de veículos em rodovias da Motiva (MOTV3) cresce 5,2% em abril

A Motiva (MOTV3) informou na terça-feira (12) que o tráfego comparável em rodovias administradas pela companhia cresceu 5,2% em abril em relação ao mesmo mês de 2025.

A companhia apurou fluxo de 86,5 milhões de veículos equivalentes nas estradas no mês passado, sendo a principal concessão da empresa no segmento, a AutoBan, registrando avanço de 3,8%, para 27,4 milhões.

Nos trilhos, o número de passageiros transportados em abril somou 64,2 milhões, o que representa um avanço de 2,1% na comparação anual.

O principal crescimento veio das linhas 8 e 9 do sistema de São Paulo, da ViaMobilidade, que tiveram avanço de 4,8% no volume, a 20,7 milhões.

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Dasa (DASA3) reverte prejuízo e tem lucro de R$ 9 mi no 1º trimestre

A Dasa (DASA3) teve lucro líquido de R$ 9 milhões no primeiro trimestre do ano, revertendo prejuízo líquido de R$ 111 milhões no mesmo período de 2025, conforme dados com ajuste divulgados pelo grupo de saúde na terça-feira (12).

Os números consideram uma base comparável, excluindo os efeitos das operações descontinuadas, ativos vendidos e negócios aportados na Rede Américas, o que a empresa definiu como “escopo atual”.

Nessa comparação, a receita bruta consolidada cresceu 14%, para R$ 2,4 bilhões, com a margem bruta passando a 33,5%, de 30,9% no mesmo período do exercício anterior. As despesas totais registraram elevação de 6,3%, para R$ 293 milhões.

A receita em diagnósticos nacional cresceu 15%, para quase 2,2 bilhões, com a empresa relacionando o desempenho ao aumento de volume de exames e pela expansão dos segmentos premium, corporativo (B2B) e atendimento domiciliar. Hospitais e Oncologia Nordeste teve crescimento de 2% na receita.

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*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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