BB Seguridade (BBSE3), IRB(Re) (IRBR3), BradSaúde (SAUD3) e outros destaques desta terça-feira (5)
Os balanços referentes ao primeiro trimestre de 2026 (1T26) do BB Seguridade (BBSE3), IRB(Re) (IRBR3) e Bradsaúde (SAUD3), são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (5).
Confira os destaques corporativos de hoje
BB Seguridade (BBSE3): Lucro sobe 11,2% e vai a R$ 2,2 bilhões no 1T26
O BB Seguridade (BBSE3) lucrou R$ 2,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 11,2% em relação ao mesmo período do ano passado, mostra documento enviado ao mercado na segunda-feira (4).
A cifra ficou dentro das expectativas da Bloomberg, que esperava R$ 2,1 bilhões.
No ano, a seguradora do Banco do Brasil (BBAS3) vive questionamentos por parte do mercado em meio à queda dos prêmios da BrasilSeg, também agravada pela piora do agronegócio.
Segundo a companhia, o lucro foi puxado pela evolução das receitas com taxa de gestão e melhora de eficiência na Brasilprev, além do crescimento de receita de corretagem na BB Corretora e a manutenção da sinistralidade da Brasilseg em patamar historicamente baixo.
Ainda de acordo com a BB, também houve contribuição significativa do resultado financeiro combinado, que atingiu R$ 507,1 milhões, líquido de impostos, montante 58,5% superior ao observado no mesmo período do ano anterior.
IRB(Re) tem lucro de R$ 101 milhões no 1º trimestre e volta a pagar dividendos
O IRB(Re) (IRBR3) divulgou noite de segunda-feira (4) que teve lucro líquido de R$ 101,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 14,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A empresa também anunciou a retomada do pagamento de proventos aos acionistas, com a aprovação pelo conselho de R$ 77,9 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), que será distribuído em maio, junho e julho deste ano. Também foi aprovado no primeiro trimestre a distribuição de R$ 48,6 milhões em dividendos.
No comunicado ao mercado, a companhia afirmou que o “primeiro trimestre foi marcado por um ambiente macroeconômico e setorial desafiador, caracterizado por elevada volatilidade geopolítica e mudanças na percepção global de risco, impactados pelo cenário de guerra entre Estados Unidos e Irã”.
“Não há exposição direta à região do Irã e no Oriente Médio é muito baixa, visto que nosso foco internacional é no desenvolvimento de operações na América Latina, Europa e Estados Unidos”.
Já o resultado financeiro e patrimonial ficou em R$ 170 milhões no 1T26, queda de 19 na comparação anual, enquanto o resultado de subscrição foi de R$ 180 milhões, 74,5% maior em relação ao mesmo período de 2025.
Bradsaúde (SAUD3) tem lucro líquido consolidado de R$ 1,4 bilhão no 1T26
A Bradsaúde (SAUD3), formada pela fusão de ativos de saúde do Bradesco e da Odontoprev, reportou lucro líquido de R$ 1,308 bilhão no primeiro trimestre de 2026.
A companhia não informou a variação em relação ao mesmo período do ano passado, uma vez que os ativos estavam dissociados.
Deste montante, R$ 1,157 bilhão são provenientes das demais operações do grupo, enquanto R$ 150,6 milhões vêm dos convênios odontológicos (Odontoprev).
A receita líquida do período, medida pelos prêmios ganhos, foi de R$ 13,191 bilhões.
Tupy (TUPY3) elege Harro Burmann como CEO e encerra sucessão após saída de Lucchesi
A Tupy (TUPY3) anunciou a eleição de Harro Ricardo Schlorke Burmann como novo diretor-presidente da companhia. O executivo assume o cargo a partir de 1º de junho, conforme decisão do Conselho de Administração, que concluiu o processo de sucessão com apoio da consultoria Heidrick & Struggles.
Burmann tem mais de 35 anos de experiência em liderança de operações industriais e transformação organizacional, com passagens por cargos relevantes no Brasil e no exterior, destacou a Tupy em fato relevante.
O executivo, disse a companhia, foi presidente regional e vice-presidente global de operações do Grupo Dana, além de ter presidido o Estaleiro Atlântico Sul e, mais recentemente, atuado como diretor de operações (COO) da Hidrovias do Brasil.
Segundo a Tupy, a escolha está alinhada ao atual momento da empresa, especialmente pela experiência do executivo na indústria automotiva e na condução de operações complexas, o que deve contribuir para a continuidade da estratégia e execução das prioridades definidas pelo Conselho.
Com a posse do novo CEO, Gueitiro Matsuo Genso deixará o cargo interino e retornará integralmente às suas funções como diretor vice-presidente de Estratégia, Novos Negócios, Inovação e M&A, além de seguir como diretor de Relações com Investidores.
Marcopolo (POMO4) supera estimativas com alta de quase 10% no lucro do 1T26
A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo (POMO4) divulgou na segunda-feira (4) resultado acima do esperado pelo mercado, com alta de quase 10% no lucro líquido, enquanto o desempenho operacional avançou 16%.
A companhia teve lucro líquido de R$265 milhões de janeiro ao final de março, e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$304,8 milhões. Analistas, em média, esperavam lucro de R$216 milhões e Ebitda de R$289 milhões, segundo dados da LSEG.
A Marcopolo afirmou que apesar da queda de volumes de vendas em vários mercados durante o primeiro trimestre, em meio a um “ambiente geopolítico e macroeconômico conturbado”, espera uma recuperação de volumes no segundo trimestre, “acompanhando a sazonalidade da atividade e o crescimento das entregas associadas a licitações”.
A produção total da Marcopolo no trimestre caiu 9% na comparação anual, atingindo 2.997 veículos, com as vendas recuando 8,5%, para 3.016 unidades.
Pague Menos (PGMN3) vê lucro saltar 325,6% no 1T26
A rede de farmácias Pague Menos reportou lucro líquido ajustado de R$ 55,6 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), uma alta de 325,6% ante os R$ 13,1 milhões reportados no mesmo período do ano passado, mostra relatório de resultados divulgado na segunda-feira (4).
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado avançou 36,1%, para R$ 204,7 milhões. A margem Ebitda ajustada ficou em 4,9%, um avanço de 0,8 ponto percentual na comparação anual.
“Este é o sétimo trimestre consecutivo em que registramos crescimento de Ebitda superior a 30%. O que reforça a consistência da nossa evolução operacional”, aponta Luiz Novais, Vice-Presidente Financeiro, de RI e M&A da Pague Menos.
A receita bruta da Pague Menos totalizou R$ 4,14 bilhões no período de janeiro a março, uma alta de 14,4% frente o mesmo período em 2025.
No primeiro trimestre deste ano, a companhia realizou uma abertura e dois fechamentos de lojas, resultando em 1.688 pontos de venda ao final do trimestre.
Lucro da Ambev (ABEV3) sobe 2,1% no 1º trimestre de 2026
A Ambev (ABEV3) teve lucro líquido de R$ 3,89 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um avanço de 2,1% sobre o desempenho do mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado na madrugada desta terça-feira (5).
A receita líquida cresceu organicamente 8,1%, a R$ 22,46 bilhões, enquanto o volume subiu organicamente 0,1%.
A empresa teve um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 7,56 bilhões, alta de 1,5% sobre os últimos três meses de 2025. A margem neste caso passou de 33,1% para 33,6%.
“Iniciamos 2026 mantendo nosso momentum, entregando um sólido primeiro trimestre, marcado pelo crescimento do volume de cerveja e ganhos estimados de participação em vários de nossos mercados”, disse o grupo.
O conselho de administração aprovou o pagamento da segunda parcela de JCP relacionada à declaração de dezembro de 2025, totalizando cerca de R$ 1,2 bilhão, a serem pagos em 6 de julho de 2026.
Foi também aprovada nova distribuição de JCP de cerca de R$ 700 milhões, a serem pagos até dezembro de 2026.
Movida (MOVI3) estima lucro de até R$ 130 milhões no 2T25
A Movida (MOVI3) anunciou na segunda-feira (4) previsão de lucro líquido entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões no segundo trimestre, o que seria um crescimento ante os R$ 68 milhões apresentados no mesmo período de 2025.
A empresa de locação de carros e gestão de frotas do grupo Simpar também previu lucro líquido para o primeiro semestre, de R$ 245 milhões, acima dos R$ 146 milhões apurados para a primeira metade do ano passado.
“Estamos confiantes no desempenho consistente observado no primeiro trimestre, que sustenta nossa expectativa de cumprimento do guidance para o segundo trimestre”, afirmou a Movida no fato relevante sobre as projeções.
Analistas, em média, esperam lucro líquido de R$ 99,3 milhões para a Movida no segundo trimestre, segundo dados da LSEG.
B3 (B3SA3) alcança recorde de leilões no 1º trimestre de 2026
Entre janeiro e março deste ano, a B3 (B3SA3) alcançou um recorde no número de leilões realizados. Ao todo, foram 18 certames, com movimentação de R$ 42,4 bilhões, crescimento de mais de 40% em relação a 2025, quando o volume foi de R$ 30 bilhões. O número também representa um recorde para o período.
Ao todo, os projetos contratados beneficiarão 14 estados brasileiros, em certames que envolveram setores como portos, terminais pesqueiros, mobilidade urbana, infraestrutura social e rodovias, além de iniciativas nas áreas de saneamento, florestas, energia e aeroportos.
“A B3 atua há mais de 30 anos na realização de leilões, desempenhando um papel central no financiamento da infraestrutura no Brasil ao conectar o mercado de capitais a investimentos de longo prazo”, afirma a instituição em nota.
Log (LOGG3) lucra R$ 134 milhões no 1T26 e anuncia dividendos
A Log Commercial Properties (LOGG3) registrou o maior lucro líquido trimestral de sua história no primeiro trimestre de 2026, impulsionada, segundo a empresa, pela aceleração do desenvolvimento de ativos, pela forte demanda por galpões logísticos e pela estratégia de reciclagem de portfólio.
A Log teve lucro líquido de R$ 134 milhões entre janeiro e março, alta de 55,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro por ação ficou em R$ 1,53, avanço de 54,6%.
A companhia aprovou ainda a distribuição de R$ 31,8 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,364 por ação. O pagamento será realizado em 30 de junho de 2026.
A receita líquida somou R$ 66,1 milhões, crescimento de 19,4% na comparação anual. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) atingiu R$ 185,1 milhões, alta de 53,2%, com margem de 280,1%.
O resultado foi puxado principalmente pelo segmento de desenvolvimento, cujo Ebitda avançou 76,3%, para R$ 128,9 milhões. Na locação, o Ebitda ficou em R$ 56,2 milhões, crescimento de 17,9%, com margem de 85%.
Lucro da Tegma (TGMA3) recua 11,3% no 1º trimestre
A empresa de logística rodoviária Tegma (TGMA3) teve lucro líquido de R$ 39 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 11,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo relatório de resultados divulgado nesta segunda-feira (4).
A companhia atribuiu o resultado à queda na margem operacional, o aumento das despesas financeiras e à redução da equivalência patrimonial.
Já o desempenho operacional medido pelo Ebitda no período foi de R$ 74,2 milhões, alta de 7,7% na base anual, com a margem passando de 9,9% para 7,4%.
A receita líquida no primeiro trimestre subiu 18,4%, para R$ 521,3 milhões.
*Com informações da Reuters