Radar do mercado

Brava Energia (BRAV3), Azzas 2154 (AZZA3), Copel (CPLE3) e outros destaques desta terça-feira (26)

26 maio 2026, 9:38 - atualizado em 26 maio 2026, 9:38
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(Imagem: Divulgação/Brava Energia)

O lançamento de oferta pública de aquisição de ações (OPA) pelo controle da Brava Energia (BRAV3), a negativa da Azzas 2154 (AZZA3) sobre uma cisão da companhia, e a repactuação da dívida de R$ 420,6 milhões das usinas Santa Clara e Fundão pela Copel (CPLE3), são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (26).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Colombiana Ecopetrol lança OPA por controle da Brava (BRAV3) a R$ 23 por ação

A Brava Energia (BRAV3) informou que a colombiana Ecopetrol lançou uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) destinada à compra de 25% do total de ações da Brava ao preço de R$ 23 por papel, conforme fato relevante divulgado na noite de segunda-feira (25).

Caso a OPA seja bem-sucedida, a Ecopetrol passará a ser titular de 51,00% do capital social da companhia, disse a Brava.

O leilão da OPA será realizado no sistema eletrônico de negociação da B3 em 25 de junho.

A Brava disse que o seu conselho de administração está avaliando os termos, condições e impactos da OPA em conjunto com seus assessores e divulgará um parecer em até 15 dias.

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A Ecopetrol assinou em abril um acordo para comprar uma participação na Brava equivalente a 26% do capital da empresa dos acionistas Somah Printemps Quantum Group, Jive Group e Yellowstone.

Azzas 2154 (AZZA3) diz não ter conhecimento de tratativas sobre cisão da companhia

A Azzas 2154 (AZZA3) disse na segunda-feira (25) que não tem conhecimento sobre qualquer decisão tomada, proposta formal ou negociação em curso sobre uma eventual cisão da companhia ou segregação de ativos entre seus acionistas de referência, Alexandre Birman e Roberto Jatahy Gonçalves.

O esclarecimento foi divulgado em comunicado ao mercado enviado após questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre reportagem publicada pelo Valor Econômico em 21 de maio.

A Azzas 2154 informou ainda que, por meio de seu diretor de relações com investidores, consultou diretamente os acionistas signatários do acordo de acionistas sobre a existência de tratativas, estudos ou negociações envolvendo uma eventual cisão da companhia.

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Em resposta, Birman e Jatahy afirmaram que, neste momento, não mantêm qualquer interação, negociação ou discussão relacionada aos temas citados na reportagem, de acordo com a Azzas.

Copel (CPLE3) repactua dívida de R$ 420,6 milhões das usinas Santa Clara e Fundão

A Copel (CPLE3) comunicou na segunda-feira (25) que a Centrais Elétricas do Rio Jordão (Elejor), SPE controlada majoritariamente pela companhia, concluiu a renegociação das parcelas relacionadas ao encargo de Uso de Bem Público (UBP), cobrado pelo uso de recursos hídricos na geração de energia elétrica.

Segundo cálculo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o montante devido soma R$ 420,6 milhões e ainda será corrigido pela taxa Selic acumulada entre 8 de dezembro de 2025 e a data do pagamento. A repactuação envolve as usinas hidrelétricas de Santa Clara e Fundão.

A Copel afirmou que a renegociação busca ajustar o cronograma de desembolsos ligados às concessões de geração, favorecendo o equilíbrio econômico-financeiro do projeto e a sustentabilidade da Elejor no longo prazo.

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Rede D’Or (RDOR3) e Bradsaúde (SAUD3) ampliam parceria para construir hospital no RJ

A Rede D’or (RDOR3) informou ao mercado que fechou um acordo de investimentos com a Atlântica Hospitais e Participações e Atlântica Empreendimentos Imobiliários, sociedades controladas indiretamente pela Bradsaúde (SAUD3), para incluir na parceria entre elas, chamada “Atlântica D’Or”, determinados ativos imobiliários de sua propriedade no bairro de São Conrado, no Rio de Janeiro.

De acordo com o comunicado divulgado ao mercado, as companhias pretendem construir e desenvolver futuramente a operação de um hospital no mesmo bairro. Será mantida a estrutura societária existente na parceria, com participação de 50,01% para a Rede D’Or e 49,99% para a Atlântica.

Na data de fechamento da operação, por conta da aquisição das ações correspondentes a 49,99% dos imóveis do Hospital São Conrado D’Or, a Atlântica pagará à Rede D’Or o preço de aquisição de R$ 59,2 milhões, a ser pago em dinheiro, sendo parte à vista e parte em até 6 meses contados da data de fechamento.

A transação depende do cumprimento de certas condições suspensivas usuais em operações desta natureza, incluindo as devidas aprovações regulatórias.

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São Martinho (SMTO3) vê lucro crescer 65% no 4º trimestre da safra 2025/26

A São Martinho (SMTO3) encerrou o quarto trimestre da safra 2025/26, referente ao período entre janeiro e março deste ano, com lucro líquido de R$ 172,8 milhões, um avanço de 64,6% ante o mesmo período do ciclo anterior, mostra relatório de resultados divulgado na noite de segunda-feira (25).

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da empresa do setor sucroenergético totalizou R$ 1,94 bilhão no período, uma alta de 41,9% na comparação anual, com margem Ebitda ajustada de 48,8%.

No caso do Ebit (lucro antes de juros e impostos) ajustado, a companhia registrou R$ 500,9 milhões, um avanço de 98,5% na base anual, com margem de 22,3%.

A receita líquida do período totalizou R$ 2,24 bilhões, alta de 29,1% ante o reportado no mesmo período do ciclo anterior.

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Ao término da safra 2025/26, a São Matinho processou cerca de 21,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, em linha com a safra 2024/25, e produziu 3.044,8 mil toneladas de ATR (açúcar totalmente recuperável), recuo de 2%.

Acionistas da Aegea formam veículo que apresentou proposta por fatia de 30% da Copasa (CSMG3)

A Aegea Saneamento e a Itaúsa (ITSA4) informaram na noite de segunda-feira (25) que participam da estrutura societária da Livorno Participações, veículo que apresentou proposta no processo de seleção de investidor de referência e potencial compra de 30% do capital total da Copasa (CSMG3).

Além da Itaúsa, a GIC e a Equipav Saneamento também são sócias na empresa de saneamento.

Segundo fato relevante divulgado pela Aegea, a sua participação na Livorno será inferior a 1% do capital social ao fim do processo de aquisição, sem que a empresa assuma “qualquer obrigação financeira” relacionada à operação. O restante do capital do veículo será subscrito pelos demais acionistas.

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A Livorno era, até então, uma holding pura da Aegea. O provável é que um processo de capital privado dilua, com o passar do tempo, a companhia na estrutura.

JHSF (JHSF3) aposta em iates de luxo para ampliar operação na Europa

A JHSF Participações (JHSF3), holding focada em negócios de luxo, anunciou, nessa segunda-feira (25), a entrada oficial no mercado de hospitalidade náutica com o lançamento do Fasano Yachts, projeto que contará com uma frota exclusiva de 12 iates em Sardenha, na Itália.

Em comunicado divulgado ao mercado, o grupo afirmou que a iniciativa será integrada ao Fasano Al Mare Hotel & Beach Club, complexo da companhia localizado no Mediterrâneo, marcando um novo braço de atuação ao combinar hospedagem em terra e mar.

Segundo a empresa, os iates vão operar entre 1º de julho e 15 de setembro, durante o verão europeu, e ficarão ancorados em frente à Ilha de Tavolara. Entre os roteiros oferecidos, estão destinos conhecidos da região, como La Maddalena e Porto Cervo.

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O projeto náutico será inaugurado junto com a primeira fase do hotel de luxo JHSF Fasano Sardenha. Com isso, os visitantes poderão se hospedar a bordo das embarcações e terão acesso completo à estrutura do hotel, incluindo beach club, spa, academia e quadras de tênis.

Lupatech (LUPA3) protocola pedido de recuperação extrajudicial por R$ 300 milhões em dívidas

A Lupatech (LUPA3) protocolou pedido de homologação de seu plano de recuperação extrajudicial, conforme fato relevante divulgado na noite de segunda-feira (25).

A companhia informou que o pedido tem por objetivo “implementar a reestruturação de passivos de natureza trabalhista e quirografária das referidas sociedades e que montam, respectivamente, R$ 40,8 milhões e R$ 254,6 milhões”.

O plano conta com a adesão expressa de credores signatários titulares de 55,4% e 42% das dívidas de natureza trabalhista e quirografária, respectivamente, sendo percentual suficiente para o ajuizamento da recuperação extrajudicial, disse a Lupatech.

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A companhia e suas subsidiárias dispõem do prazo de 90 dias, a contar do processamento da recuperação extrajudicial, para, no caso dos créditos de natureza quirografária, obter a adesão mínima adicional para a homologação do seu plano, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos.

*Com informações da Reuters

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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