Petrobras (PETR4), Axia (AXIA3), CSN (CSNA3) e outros destaques desta segunda-feira (15)
As falas da presidente da Petrobras (PETR4) sobre acordos de cooperação com a Pemex, o resgate e conversão de ações da Axia Energia e a venda de ativos de infraestrutura pela CSN (CSNA3), são alguns dos destaques corporativos desta segunda-feira (15).
Confira os destaques corporativos de hoje
Petrobras (PETR4) deve assinar acordos de cooperação com Pemex neste mês, diz CEO
A Petrobras (PETR4) planeja assinar acordos de cooperação com a Pemex neste mês, com a visita ao Brasil do presidente da petroleira mexicana, Juan Carlos Carpio, afirmou a presidente da empresa brasileira, Magda Chambriard, na sexta-feira (12).
“Prevemos, para esse mês, a vinda do presidente da Pemex para o Brasil e vamos assinar os primeiros documentos, acordos de confidencialidade, memorandos, e começar estudos conjuntos”, disse Chambriard em entrevista a jornalistas.
Os documentos a serem assinados são na área de exploração, produção e refino, disse a executiva, sem dar detalhes.
As declarações foram feitas durante cerimônia de reabertura do edifício sede da companhia no centro do Rio de Janeiro, após uma reforma que custou R$1,3 bilhão à companhia, segundo Chambriard.
Axia Energia aprova resgate de R$ 30 milhões de ações PNC; veja condições
O conselho de administração da Axia Energia aprovou o resgate de 576.923 ações preferenciais classe C (PNCs) de emissão da companhia, o equivalente a R$ 30 milhões, mostra fato relevante divulgado ao mercado na noite de domingo (14).
Por se tratar uma operação inédita, o primeiro resgate ou conversão dessas ações ocorrerá em montante reduzido, para que o mecanismo adotado possa passar por avaliação.
O valor do resgate da ação PNC é de R$ 52, equivalente a cotação de fechamento das ações ordinárias no pregão do dia 12 de junho de 2026. Vale destacar que o acionista que não se manifestar terá as suas ações PNCs resgatadas automaticamente.
A data de corte, conforme a Axia, será no dia 18 de junho de 2026. Dessa maneira, a partir de 19 de junho, as negociações das ações PNCs ocorrerão “ex-direitos”.
CSN (CSNA3) incia processo para venda de ativos de infraestrutura, diz jornal
A CSN (CSNA3) iniciou o processo para a venda de um conjunto de ativos de infraestrutura, segundo informações do colunista Lauro Jardim, d’O Globo.
No pacote estão terminais portuários no Rio de Janeiro, a participação na empresa de transporte ferroviário de carga MRS e a recém-comprada Tora, de logística.
Ainda de acordo com o jornal, o mandato de venda é do Citibank e Bradesco.
A notícia surgem em meio ao processo desinventimentos da companhia na CSN Cimentos. Segundo a agência de notícias Reuters, a siderúrgica recebeu ofertas não-vinculantes para a venda na divisão de cimento, no início de maio.
Quatro companhias, duas brasileiras (Votorantim e Polimix) e duas chinesas (Huaxin Cement e Sinoma International), avançaram para a próxima fase do processo e devem encaminhar uma proposta vinculante até o dia 7 de agosto.
A venda pode levantar entre R$ 12 e R$ 13 bilhões — inicialmente, a unidade estava avaliada em R$ 10 bilhões. Esse preço é maior que o valor de mercado da CSN, de R$ 8,02 bilhões.
Oncoclínicas (ONCO3) convoca debenturistas para deliberar reestruturação da dívida
A Oncoclínicas (ONCO3) informou ao mercado a convocação de assembleias gerais de debenturistas da 9ª e da 11ª emissão para o dia 06 de julho, segundo fato relevante divulgado nesta segunda-feira (15).
As assembleias devem deliberar sobre os termos e condições da reestruturação da dívida que a Oncoclínicas enfrenta, incluindo a alteração da data de vencimento, da remuneração, das datas de pagamento da remuneração, das datas de amortização, dos eventos de inadimplemento e de determinadas obrigações no âmbito das debêntures.
As debêntures em questão são simples, não conversíveis e quirografárias — ou seja, sem garantia real e sem conversão em ações —, o que coloca os detentores na fila geral de credores. Alterações aprovadas podem alongar prazos e ajustar pagamentos, reduzindo o fluxo de caixa esperado pelos debenturistas no curto prazo.
Além disso, serão discutidos os meios de implementação dessas alterações, que poderão incluir a aprovação e a adesão a um eventual plano de recuperação extrajudicial.
“As assembleias inserem-se no contexto da reestruturação do endividamento da companhia e das tratativas em curso com seus principais credores, refletindo as medidas adotadas pela companhia para o aprimoramento de sua estrutura de capital e para a preservação de suas atividades e operações”, diz a Oncoclínicas.
Suzano (SUZB3), Vitru (VTRU3) e mais uma empresa pagam dividendos nesta semana
Na semana de 15 a 19 de junho, três companhias da bolsa brasileira pagam dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos seus acionistas.
Na segunda-feira (15), a Suzano (SUZB3) realiza pagamento de dividendos no valor de R$ 0,003, com data de corte de 29 de abril deste ano.
Já na quinta-feira (18), a Vitru (VTRU3) paga dividendos de R$ 0,025, tendo como base os acionistas posicionados em 30 de abril de 2026.
SLC Agrícola (SLCE3) avalia portfólio de terras em R$ 13,5 bilhões
A SLC Agrícola (SLCE3) divulgou ao mercado uma atualização na avaliação de terras de 2026, estimando em R$ 13,53 bilhões o valor das aéreas do portfólio, juntamente com as vinculadas aos acordos de associação com Fundos de Investimento em Participações (FIPs).
De acordo com o fato relevante desta segunda-feira (15), o resultado representa uma evolução de 1% no valor médio do hectare agricultável, que atingiu R$ 59,5 mil.
“As avaliações consideram apenas a terra nua, não contemplam, portanto, prédios, instalações, benfeitorias e maquinário”, diz a empresa.
Com a nova avaliação, o valor líquido dos ativos (Net Asset Value, NAV) da SLC subiu 0,6% em relação ao divulgado em 31 de março de 2026.
Localiza (RENT3) aprova emissão de R$ 1,8 bilhão em debêntures
O conselho de administração da Localiza (RENT3) aprovou nesta segunda-feira (15) a emissão de R$ 1,8 bilhão em debêntures simples, não conversíveis em ações, de acordo com comunicado da empresa de aluguel de veículos e gestão de frotas.
As debêntures da 47ª emissão têm prazo de 84 meses e os recursos com a operação serão destinados para recomposição de caixa da Localiza.
*Com informações da Reuters