Fundo imobiliário atinge retorno de 453% do CDI em projeto do MCMV; entenda
O fundo imobiliário Manatí Capital Hedge Fund (MANA11) anunciou, por meio de fato relevante, que concluiu o investimento no empreendimento Grand Pulse Jundiaí, localizado em Jundiaí (SP), com retorno acima do esperado e previsão de distribuição de lucro aos cotistas.
Segundo o documento, o projeto residencial, que está enquadrado no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), possui valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 231 milhões e superou o cenário-base.
Isso porque o investimento do FII no empreendimento totalizou R$ 15 milhões, aportado em tranches a partir de 20 de maio de 2025, com taxa interna de retorno (TIR) alvo de 22,5% ao ano.
No entanto, com a aceleração das vendas e antecipação do cronograma, o capital foi devolvido ao fundo ao longo de abril de 2026, resultando em uma TIR realizada de 58,6% ao ano — equivalente a 453% do CDI no período.
De acordo com o veículo, o resultado da operação representa um rendimento total de R$ 0,159 por cota, distribuível aos cotistas nos termos do regulamento e da legislação aplicável.
Dividendo de 16%
O MANA11 entrou no radar do mercado financeiro após se destacar entre os fundos imobiliários que mais distribuíram dividendos em 2025: ao longo do ano passado, o FII repassou aproximadamente R$ 1,30 por cota aos investidores, o que é equivalente a um yield de cerca de 16,6%.
Somada à valorização da cota, que saiu de R$ 7,79, em janeiro, para R$ 9,26, em dezembro, a rentabilidade total no período superou os 37%.
Nesse mesmo intervalo, o número de cotistas do veículo saltou quase 138%, somando mais de 48 mil investidores ao final de 2025, versus 37,5 mil 12 meses antes.
Em entrevista recente ao Money Times, o sócio-fundador da Manatí Capital, Eduardo Mekbekian, explicou a estratégia por trás dos rendimentos elevados.
Segundo o executivo, hoje o carro-chefe da gestora é o chamado crédito estruturado, responsável por cerca de 60% a 70% da carteira do MANA11.
Nesse tipo de operação, o fundo não se limita a comprar títulos tradicionais de mercado, como um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI).
Em vez disso, participa da estrutura financeira de projetos imobiliários, como no caso do Grand Pulse Jundiaí, ajudando a montar o financiamento dos empreendimentos desde o início.
“O fator determinante para esse dividendo mais alto em 2025 foi essa movimentação, essa gestão tática e ativa do portfólio, com incorporações e projetos residenciais, que agregaram muito valor”, afirmou Mekbekian à reportagem. Clique aqui e leia a entrevista completa.