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Braskem (BRKM5) afirma que não há decisão sobre recuperação judicial da subsidiária Idesa; veja

19 maio 2026, 8:51 - atualizado em 19 maio 2026, 8:51
braskem brkm5
(Imagem: Divulgação/Braskem)

A Braskem (BRKM5) informou ao mercado que não existe decisão tomada sobre as alternativas para a reestruturação de sua subsidiária mexicana, a Braskem Idesa, mas que seguem em curso discussões com o grupo de credores financeiros da companhia.

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A companhia prestou esclarecimentos à B3 e Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após o Valor Econômico noticiar que a Idesa deve entrar com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) antes mesmo da IG4 assumir a petroquímica.

De acordo com o jornal, a ideia inicial era de realizar uma reestruturação mais ampla de dívida na holding Braskem, no entanto, isso deve mudar e começar pela dívida no México. A Idesa estaria negociando com os detentores dos bonds de 2029 e 2032 um acordo para reperfilar pagamentos e diminuir a alavancagem financeira de 40,31 vezes em março.

Este grupo de credores possui a maior parte da dívida, com US$ 2 bilhões em papéis, sendo o principal (com 50% dos bonds), o empresário Carlos Slim, acionista da Inbrusa, que detém 25% da Idesa.

Ainda de acordo com o Valor, Slim estaria buscando um aumento de sua participação na empresa em uma eventual troca de parte da dívida por equity, mas não houve consenso para isso, com o caminho mais provável sendo a recuperação judicial.

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No esclarecimento, a Braskem reiterou que avalia diferentes alternativas e medidas para lidar com a estrutura de capital da Braskem Idesa, que enfrenta desafios decorrentes, principalmente, das condições da indústria petroquímica global e de fatores externos.

A holding recorda que a Braskem Idesa contratou assessores financeiro e jurídico especializados para auxiliar na avaliação de alternativas e discute com representantes de um grupo de credores financeiros da subsidiária.

A Braskem não descartou a possibilidade de um Chapter 11, mas enfatiza que não houve decisão até o momento.

Venda da Braskem

Em meados de abril, a Braskem informou ao mercado que a Novonor (ex-Odebrecht) e a NSP Investimentos assinaram contrato para vender o controle da petroquímica ao fundo de investimento em participação Shine I (Shine I FIP), assessorado pela IG4.

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Entre outros pontos, o contrato abrange os termos e condições para a venda judicial pela NSP ao FIP de ações ordinárias e preferenciais classe “A” de emissão da Braskem, que representam cerca de 50,1% das ações ordinárias de sua emissão e de aproximadamente 34,3% de seu capital social total.

A Petrobras, que detém 47% das ações votantes e 36,1% do total de papéis, decidiu não exercer os direitos de preferência e de tag along previstos no acordo de acionistas da petroquímica, em relação à participação da Novonor.

A estatal também assinou um novo acordo de acionistas com a Shine I, fundo de investimentos gerido pela IG4, que está adquirindo a participação de controle da Novonor na Braskem.

O novo acordo estabelece o controle compartilhado da petroquímica, exigindo consenso em todas as deliberações do conselho de administração e da assembleia de acionistas, além de prever indicações paritárias tanto para o conselho quanto para a diretoria executiva.

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Acionistas da Braskem, inclusive, elegeram a presidente-executiva da Petrobras, Magda Chambriard, como presidente do conselho de administração da petroquímica.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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