Raízen

Recuperação da Raízen (RAIZ4): companhia propõe plano para dívida de R$ 65 bi; veja os caminhos sugeridos para CRAs e debêntures

02 jun 2026, 16:20 - atualizado em 02 jun 2026, 16:20
raizen-raiz4-empresas-acoes
(Imagem: divulgação/Raízen)

A Raízen (RAIZ4) apresentou seu plano de recuperação para as suas frentes de combustíveis (Raízen Combustíveis) e de etanol, açúcar e bioenergia (Raízen Energia).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A empresa fará assembleias com os representantes de papéis como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e debentures para definir os próximos passos para solucionar os R$ 65,4 bilhões em dívidas que abarcam o plano de recuperação extrajudicial.

Desse total, R$ 12,12 bilhões são créditos de debêntures e CRAs que, em sua maior parte, estão nas mãos de pessoas físicas.

Antes da assembleia geral principal, prevista para 8 de junho de 2026, os investidores poderão votar se aceitam ou não o plano geral de reestruturação. A proposta de refinanciamento da dívida precisa ser aprovada por maioria simples dos credores (mais de 50%) para entrar em vigor.

A Raízen propôs três opções diferentes para os investidores. O primeiro plano converte parte da dívida em ações (45%) e o restante (55%) em novos títulos com prazos mais longos. Nesse caso, o investidor vira acionista e continua credor da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a segunda proposta prevê que o investidor aceite um desconto de 80% sobre o valor da dívida, recebendo apenas 20% do total, em um único pagamento no futuro previsto para março de 2047.

Por fim, o terceiro plano é voltado para pequenos investidores. Ele oferece pagamento mais rápido em dinheiro, equivalente a 75% da dívida, limitado a R$ 9.750. No entanto, existe um limite global de recursos para esse plano, o que pode levar a rateios caso a demanda seja maior do que o montante disponível.

A escolha entre as formas de pagamento acontece apenas caso a Assembleia Geral aprove o plano geral de reestruturação e receba a homologação do juiz. Neste caso, a implementação está prevista até março de 2027.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar