Rede D’Or (RDOR3): Bradesco BBI corta preço-alvo, mas ainda vê potencial de alta de 23% das ações
Após os resultados do primeiro trimestre (1T26), o Bradesco BBI atualizou as estimativas para Rede D’Or (RDOR3) e cortou o preço-alvo das ações de R$ 44 para R$ 42 no fim de 2026, o que ainda implica em um potencial de valorização de 23,2% sobre o preço de fechamento da última terça-feira (19).
No ajuste das projeções, o banco também revisou o lucro líquido ajustado de 2026 para R$ 4,8 bilhões, um corte de 8% da estimativa anterior. Para 2027, a expectativa é de R$ 5,8 bilhões, redução de 6% da projeção anterior.
Segundo os analistas Marcio Osako e Larissa Monte, as mudanças refletem menores projeções de receita tanto na divisão hospitalar quanto na de seguros e uma menor expansão de margem em hospitais .
Nas contas da dupla, a margem Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) hospitalar deve subir para 24,6% em 2026, mas com expansão menor do que a projetada anteriormente.
O banco ainda destaca que houve aumento de 12% na projeção de despesas financeiras líquidas por conta de maior dívida líquida e juros mais altos, além da elevação da alíquota efetiva de imposto em 1 ponto percentual, para 24%.
Ainda é hora de comprar de RDOR3?
Apesar do corte de projeções e do ajuste no preço-alvo, o Bradesco BBI mantém a recomendação de compra para RDOR3.
Para os analistas, a tese da companhia segue ‘atrativa’ pela combinação de qualidade e crescimento.
A dupla também afirma que o valuation ainda é considerado “interessante”, com potencial alta de 23% até dezembro.
“Um ponto relevante de assimetria segue vindo da operação de seguros (SulAmérica), já que a trajetória da sinistralidade é positiva para as estimativas devido a uma provisão de IBNR acima do histórico em 2025 (4,3% dos prêmios versus média de 1,7% em 2018–23)”, escreveram Marcio Osako e Larissa Monte em relatório.
Nas contas deles, cada redução de 1 ponto percentual na sinistralidade pode elevar o lucro de 2026 em cerca de R$ 200 milhões, aproximadamente um crescimento de 4%.
O banco também espera uma queda de 1,2 ponto percentual na sinistralidade para 78,3% em 2026, mantendo-se estável. “O que, se confirmado, ajuda a sustentar a leitura construtiva mesmo em um ambiente de juros ainda pressionado”, diz o relatório.
Nesta quarta-feira (20), RDOR3 opera em alta na B3. Por volta de 13h (horário de Brasília), as ações subiam 4,13%, a R$ 35,51. Acompanhe o Tempo Real.
Em maio, RDOR3 acumula queda de 7,45% e, no ano, uma desvalorização de 12,26%.