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Lula assina decretos que aumentam responsabilização de plataformas em crimes na internet

20 maio 2026, 14:03 - atualizado em 20 maio 2026, 14:03
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Decretos presidenciais aumentam responsabilização de plataformas na internet (Imagem: Canva Pro)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (20) dois decretos com novas regras para atuação das plataformas digitais no País, incluindo a atualização da regulamentação do Marco Civil da Internet que poderá permitir a responsabilização das plataformas, no caso de atividades criminosas, para seguir as regras determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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De acordo com informações do Palácio do Planalto, o texto de um dos decretos determina que as big techs tenham canais para denúncia de crimes e práticas ilícitas, façam a verificação e retirem imediatamente o que for considerado ilegal, além de guardar dados que permitam a eventual responsabilização dos autores.

O texto prevê, ainda, que as plataformas devem tomar medidas preventivas para impedir a circulação de conteúdos sobre crimes graves, como terrorismo, exploração sexual de crianças e adolescentes, tráfico de pessoas, incentivo à automutilação e violência contra mulheres.

O decreto prevê também que as empresas de mídias digitais poderão ser responsabilizadas quando, no caso de publicidade paga incentivando crimes, houver “falhas recorrentes” na adoção de medidas de prevenção e retirada de conteúdos.

O texto deixa de fora, no entanto, serviços como Whatsapp e outros aplicativos de mensagens e de emails, assim como os de videoconferência porque, segundo nota do Palácio do Planalto, “a Constituição preserva o direito ao sigilo das comunicações”.

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O segundo decreto assinado pelo presidente mira crimes contra as mulheres nos ambientes digitais. O texto prevê que as empresas criem canais específicos para denúncia de conteúdos íntimos divulgados sem consentimento, ameaças, perseguição e assédio contra mulheres e meninas e obriga a retirada em até duas horas, mas com a preservação das informações para que os autores possam ser identificados em investigações.

O decreto inclui ainda a proibição de uso de inteligência artificial para “produção de imagens íntimas falsas ou sexualizadas de mulheres” e obriga as plataformas a agir preventivamente para impedir a produção.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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