Rede D’Or (RDOR3) traz balanço sólido e salta 6% no Ibovespa; o que chamou a atenção?
A Rede D’Or (RDOR3) reportou um resultado do segundo trimestre de 2026 (2T26) considerado sólido pelos analistas, com a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) sendo o principal destaque positivo e reforçando a avaliação de um operacional forte. A ação é a segunda maior alta do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quinta-feira (13).
Casas como Itaú BBA, Bradesco BBI e XP Investimentos reiteraram a recomendação de compra para o ativo após o balanço do 2T26.
A Rede D’Or reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre de 2026, valor 8,5% superior ao visto no mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado na quarta-feira (12).
A maior rede de hospitais listada em bolsa do país apurou Ebitda de R$ 2,9 bilhões, alta de 18,2% na comparação anual, enquanto a receita líquida consolidada foi de R$ 14,9 bilhões, alta de 5,6% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Por volta das 12h07 (horário de Brasília), a RDOR3 subia 6,03% (R$ 34,45). Na máxima, a ação chegou a avançar 6,80% (R$ 34,70).
Melhora na rentabilidade
O Itaú BBA considera que a Rede D’Or apresentou um 2T26 sólido, com a rentabilidade da operação hospitalar — principal preocupação antes da divulgação dos resultados — vindo acima das expectativas do banco, enquanto a SulAmérica ficou, de modo geral, em linha com as estimativas e acima do consenso do mercado.
“Considerando o desempenho fraco das ações nas últimas semanas e as expectativas mais baixas que antecediam a divulgação dos resultados, acreditamos que os números deverão ser recebidos positivamente pelo mercado. Dito isso, diferentemente dos trimestres recentes, não vemos os resultados como um gatilho para revisões de nossas estimativas, uma vez que as tendências subjacentes ficaram, de modo geral, em linha com nossas expectativas”, afirma o BBA.
De modo geral, o banco de investimentos mantém a construtiva sobre a companhia e não espera revisões das estimativas após os resultados.
“A combinação de crescimento sólido dos lucros, forte geração de fluxo de caixa e possíveis movimentos de consolidação no mercado continua dando suporte à valorização premium da empresa”, avalia.
O BBA tem recomendação de compra para RDOR3, com preço-alvo de R$ 50, o que implica um potencial de valorização (upside) de 53,9% em relação ao fechamento anterior (12).
Margens fortes
Para o Bradesco BBI os resultados da Rede D’Or foram impulsionados por uma maior margem Ebitda tanto na divisão de hospitais quanto na SulAmérica, sendo este o principal destaque do trimestre.
Nos hospitais, a margem Ebitda atingiu 26,2%, beneficiada pela diluição de custos com materiais e medicamentos. Na SulAmérica, a sinistralidade (MLR) surpreendeu positivamente ao recuar 3 pontos percentuais em base anual, para 78,9%, levando o Ebitda da unidade a superar as estimativas em 11%.
“Os números do trimestre reforçam a qualidade operacional da companhia, que conseguiu expandir margens e controlar a sinistralidade mesmo em um cenário de menor crescimento de receitas. Mantemos nossa recomendação de compra, fundamentada nas perspectivas sólidas de crescimento de longo prazo e na resiliência do modelo de negócios”, detalha o BBI.
O banco segue com preço-alvo de R$ 41, o que implica um upside de 26,2% em relação ao fechamento anterior.
Visão positiva para 2º semestre
Na avaliação da XP Investimentos, a Rede D’Or entregou um trimestre forte, com os segmentos de hospitais e SulAmérica apresentando melhorias operacionais relevantes, o que deve reforçar a confiança na capacidade de execução da companhia e na trajetória de resultados.
“Os principais vetores da maior rentabilidade foram a melhora de 300 p.b. ano contra ano na sinistralidade da SulAmérica, a aceleração do crescimento do tíquete hospitalar para 10% na comparação anual e a diluição dos custos hospitalares com materiais e medicamentos”, considera a XP.
Além disso, a alíquota efetiva de imposto recuou para 23%, ante 40% no primeiro trimestre de 2026, avalia a corretora.
Para a XP, de modo geral, os resultados reforçam a continuidade da melhora operacional e ajudam a mitigar as preocupações recentes em relação a uma possível desaceleração.
“Embora o segundo semestre enfrente bases de comparação mais desafiadoras devido aos maiores volumes do setor, a expansão de 70 pontos-base da margem no primeiro semestre sustenta nossa visão de margens estáveis ou ligeiramente maiores na comparação anual”, diz.
A expectativa da corretora também é de retomada das recompras de ações após o término do período de vedação, com aproximadamente R$ 500 milhões ainda disponíveis no âmbito do atual quarto programa de recompra.
A XP mantém a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 45, com potencial de valorização de 38,50% em relação ao fechamento anterior.