Comprar ou vender?

CSN (CSNA3) volta a subir em recuperação após queda de 11%, mas casas fazem alerta para o papel

30 set 2026, 14:20
csn- CSN Mineração CMIN3
(Imagem: CSN/Divulgação)

A CSN (CSNA3) desponta como a terceira maior alta do Ibovespa (IBOV) nesta quarta-feira (30), depois de desabar mais de 11% na véspera. Apesar da recuperação parcial do papel, bancos e grandes instituições do mercado seguem em alerta em relação ao endividamento da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso após o anúncio da CSN Mineração de redução temporária da produção de minério de ferro de menor qualidade no complexo de Pires, em Ouro Preto (MG), refletindo condições de mercado mais desafiadoras e custos de frete mais elevados.

Consequentemente, a companhia reduziu seu guidance (projeção) de produção para 2026 e de compras de minério de terceiros para a faixa entre 39 a 41 milhões de toneladas, ante 45 a 47 milhões de toneladas, o que implica uma redução de cerca de 13% no ponto médio.

O guidance de custo caixa C1 foi elevado para US$ 25,00 a US$ 26,00 a tonelada, ante USS$ 22,00 a US$ 23,50 a tonelada, anteriormente, ou um aumento de aproximadamente 12% no ponto médio.

A companhia destacou que a medida poderá ser revertida caso as condições de mercado passem a oferecer melhores margens para o minério de menor teor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta das 13h52 (horário de Brasília) CSNA3 subia 5,74%, a R$ 5,71.



Liquidez nos holofotes

Para o Banco Safra, a notícia é negativa tanto para a CSN Mineração quanto para a CSN, visto que a redução do guidance diminui a capacidade da CMIN3 de continuar apoiando a liquidez da holding sem pressionar adicionalmente seu próprio balanço.

Além disso, o banco destaca que não há clareza sobre o potencial de melhora na realização de preços decorrente da redução da produção de minério de menor teor, como uma eventual diminuição do desconto em relação ao índice Platts.

A CSN segue com recomendação neutra do Safra e preço-alvo de R$ 6,10, com potencial de valorização de apenas 2% em relação aos níveis atuais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a divisão de mineração tem recomendação de venda, com preço-alvo de R$ 5,30, com upside de 5%.

Monetização de ativos segue como principal

O BTG Pactual recomendou, há algumas semanas, um trading tático para a CSN, baseada na possibilidade de aceleração da venda de ativos e do processo de desalavancagem sob a liderança do novo CEO, Fabio Schvartsman, considera que o anúncio de envolvendo o braço de mineração não ajuda essa tese e acrescenta pressão adicional sobre os resultados da companhia no curto prazo.

“No entanto, nossa recomendação continua sendo baseada principalmente na agenda de Fabio para reequilibrar a estrutura de capital da CSN por meio da monetização de ativos, e não em uma melhora nos fundamentos do minério de ferro”, explica o banco.

“Continuamos preferindo a CSN à CMIN3, onde vemos maior potencial para catalisadores específicos da companhia provenientes de vendas de ativos, desalavancagem e reestruturação do portfólio”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O BTG manteve sua recomendação neutra para a CSN e CSN Mineração.

Copo meio cheio

Na avaliação da XP Investimentos, embora a notícia de ontem seja claramente negativa para os lucros e a geração de caixa da holding no curto prazo, o anúncio também reforça a visão de que os níveis atuais de frete estão retirando a oferta marginal de menor teor do mercado transoceânico.

Segundo a corretora, essa dinâmica que poderia, em última análise, sustentar marginalmente os fundamentos do minério de ferro e os prêmios de qualidade ao longo do tempo.

Ainda assim, considerando a conjuntura do cenário, a XP reitera a recomendação neutra para CSN e CSN Mineração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar