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Resultado da Micron (MUTC34): Lucro por ação vai bem e empresa projeta crescimento ainda maior; hora de comprar?

01 out 2026, 12:15 - atualizado em 01 out 2026, 12:32
Logo da Micron 11 de junho de 2026 (Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa)
Logo da Micron (Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa)

A Micron (MUTC34), fabricante de chips de memória, divulgou seus resultados do quarto trimestre fiscal (o equivalente ao terceiro trimestre) no final da quarta-feira (30). O lucro ajustado por ação alcançou US$ 33,42, superando as estimativas de US$ 31,61 do mercado.

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A receita líquida mais que quadruplicou, chegando a US$ 54,23 bilhões, o que representa uma alta de 379% na comparação anual, além de ser o sexto recorde consecutivo de faturamento trimestral. As estimativas eram de US$ 51,07 bilhões.

Com US$ 39,8 bilhões, as memórias DRAM representaram 73% da receita consolidada. Os 27% restantes ficaram por conta da  NAND, que contribuiu com US$ 14,1 bilhões.

Memórias para data center corporativo e provedores de cloud foram destaque

As vendas da Micron são divididas em quatro frentes, conforme a destinação final do produto.

Os destaques foram as memórias para data centers corporativos (US$ 18 bilhões) e provedores de cloud (US$ 16,28 bilhões), que dominaram o faturamento.

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Enquanto isso, a receita de celulares e computadores capturou US$ 13,11 bilhões. Já a de uso em automóveis, indústria e dispositivos inteligentes somou US$ 6,82 bilhões.

A companhia também divulgou suas projeções (guidance) para o o primeiro trimestre fiscal de 2027 (1T27). A Micron projeta receita de US$ 61,5 bilhões, margem bruta de 86,25% e lucro por ação de US$ 38,15 — acima das expectativas do mercado.

Além disso, a empresa também divulgou mais contratos de longo prazo, que devem representar mais de 35% da receita acumulada até 2030. A Micron também manteve o dividendo trimestral, que será pago em 29 de outubro, em US$ 0,15 por ação.

É hora de comprar as ações da fabricante de chips?

A Empiricus destaque que, apesar dos ótimos resultados, a companhia segue negociada a 6,6x os lucros projetados para os próximos 12 meses.

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Na visão dos analistas, o múltiplo ainda é baixo frente ao ritmo de crescimento apresentado e da “posição privilegiada da Micron como uma das principais beneficiárias, em tempo real, do capex elevado que as empresas de tecnologia vêm direcionando à corrida pela inteligência artificial.”

Para a XP, o principal ponto de atenção está na intensidade do ciclo de expansão da Micron, que exigirá um aumento relevante da capacidade produtiva e, consequentemente, elevará os riscos de execução.

A companhia prevê ampliar os investimentos em capital (capex) em relação ao plano anterior, com desembolsos de cerca de US$ 25 bilhões apenas no primeiro semestre de 2027 e um volume ainda maior na segunda metade do ano.

Apesar da pressão de curto prazo, a XP avalia que esse nível deve representar o piso das margens ao longo do ano.

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A Empiricus e a XP enxergam positivamente o resultado e mantém as ações MUTC34 como recomendação em suas respectivas carteiras.

*Sob supervisão de Renan Sousa

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

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