Dividendo de 11,3%: Estes são os fundos imobiliários (FIIs) recomendados pelo BTG para outubro
O BTG Pactual promoveu alterações em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para outubro, retirando o HGBS11 da seleção e reduzindo as participações em RBRY11 e BRCO11 em 3% e 2%, respectivamente.
Em contrapartida, o banco incluiu o KNHF11 no portfólio e aumentou a alocação em VILG11 e VISC11 em 1% e 2%, na ordem.
Em relatório, os analistas Matheus Oliveira e Caio Araujo explicaram que o HGBS11 já tinha menor representatividade na carteira e foi retirado devido a um ajuste na exposição ao segmento de shopping centers, tanto em relação ao peso da alocação quanto à quantidade de FIIs.
Nesse contexto, a dupla afirmou ter priorizado o VISC11, diante do potencial de retorno e da geração de renda recorrente do veículo.
KNHF11 entra na carteira
Já com a entrada do KNHF11, o BTG iniciou uma exposição a hedge funds (fundos imobiliários multiestratégia) na carteira recomendada.
Segundo o banco, o veículo negocia com desconto acima de sua média histórica e apresenta distribuição de rendimentos considerada “sólida”.
“A grande vantagem de um FII hedge fund está na liberdade de mandato: o fundo consegue capturar a valorização dos imóveis e, ao mesmo tempo, gerar renda com ativos de crédito”, afirmaram os analistas.
“Enquanto a carteira de tijolo oferece exposição a empreendimentos reais bem localizados — com potencial de ganho via reajuste de aluguéis e eventuais vendas —, a alocação em CRIs sustenta o carrego e a previsibilidade de proventos”, acrescentaram.
No caso do KNHF11, o BTG destacou a distribuição linearizada de R$ 1 por cota, guidance entre R$ 0,95 e R$ 1,05 e reserva acumulada de R$ 1,58 por papel, fatores que, de acordo com os analistas, dão maior previsibilidade ao fluxo de dividendos.
Ajustes no RBRY11, BRCO11 e VILG11
Já as demais movimentações na carteira refletem, de acordo com os analistas, “ajustes estratégicos diante do cenário macroeconômico e setorial”.
Segundo a dupla, a redução em RBRY11 é justificada por uma postura mais rigorosa em relação ao crédito estruturado, enquanto, no segmento logístico, a alteração de posição no BRCO11 e no VILG11 busca ampliar a exposição a teses com maior potencial de captura de valor.
O momento dos FIIs
O BTG destacou que setembro foi marcado por uma reprecificação dos juros globais, diante da combinação entre atividade econômica americana ainda resiliente e preços elevados do petróleo.
No Brasil, ponderou que o cenário também ficou mais desafiador ao longo do mês, embora a desaceleração da atividade e a melhora inicial da inflação tenham aberto espaço para a continuidade do ciclo de cortes da Selic, com o Copom reduzindo a taxa básica para 13,75% ao ano.
Para outubro, o banco avalia que o ambiente deve continuar marcado por elevada sensibilidade aos dados econômicos dos Estados Unidos, à geopolítica e ao cenário político e fiscal brasileiro.
Entre os FIIs, a leitura dos analistas é de que os investidores continuam demonstrando aversão a risco diante da combinação de juros ainda elevados, incertezas domésticas e externas, mudanças na dinâmica dos fluxos e preocupações com o risco de crédito.
Nesse contexto, a dupla afirmou que, para os fundos de tijolo, em especial, há uma “assimetria favorável”, diante dos descontos em relação às médias históricas da categoria.
Desempenho
Em setembro, a carteira recomendada de FIIs do BTG registrou queda de 0,82%, ante recuo de 0,20% do IFIX, principal índice de fundos imobiliários da bolsa de valores (B3).
No acumulado de 2026, porém, o desempenho do portfólio do banco é positivo em 0,48%, contra desvalorização de 0,53% do indicador referencial (benchmark).
Além da variação das cotas, a carteira entregou um dividend yield (retorno em dividendos) anualizado de 11,3% no mês passado.
Confira os FIIs indicados pelo BTG Pactual para outubro:
| Fundo | Peso | Segmento | Dividend yield anualizado |
|---|---|---|---|
| BTCI11 | 6,0% | Recebível | 14,0% |
| KNCR11 | 14,0% | Recebível | 13,0% |
| KNIP11 | 14,0% | Recebível | 8,7% |
| RBRY11 | 2,0% | Recebível | 14,5% |
| MCCI11 | 8,0% | Recebível | 12,7% |
| VILG11 | 5,5% | Galpão logístico | 10,7% |
| BRCO11 | 2,5% | Galpão logístico | 9,8% |
| BTLG11 | 13,0% | Galpão logístico | 9,8% |
| HGLG11 | 3,0% | Galpão logístico | 9,5% |
| BRCR11 | 4,5% | Laje corporativa | 11,8% |
| PVBI11 | 5,0% | Laje corporativa | 6,7% |
| KNHF11 | 5,0% | Hedge fund | 13,0% |
| GZIT11 | 2,5% | Shopping center | 12,0% |
| HSML11 | 2,0% | Shopping center | 10,8% |
| VISC11 | 6,0% | Shopping center | 9,8% |
| TRXF11 | 7,0% | Renda urbana | 15,5% |
| Total | 100% | — | 11,3% |
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