Carteira Recomendada

Dividendo de 11,3%: Estes são os fundos imobiliários (FIIs) recomendados pelo BTG para outubro

01 out 2026, 11:33
fiis fundos imobiliários ifix fiis
(Imagem: KBL Studio/ iStock)

O BTG Pactual promoveu alterações em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para outubro, retirando o HGBS11 da seleção e reduzindo as participações em RBRY11 e BRCO11 em 3% e 2%, respectivamente.

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Em contrapartida, o banco incluiu o KNHF11 no portfólio e aumentou a alocação em VILG11 e VISC11 em 1% e 2%, na ordem.

Em relatório, os analistas Matheus Oliveira e Caio Araujo explicaram que o HGBS11 já tinha menor representatividade na carteira e foi retirado devido a um ajuste na exposição ao segmento de shopping centers, tanto em relação ao peso da alocação quanto à quantidade de FIIs.

Nesse contexto, a dupla afirmou ter priorizado o VISC11, diante do potencial de retorno e da geração de renda recorrente do veículo.

KNHF11 entra na carteira

Já com a entrada do KNHF11, o BTG iniciou uma exposição a hedge funds (fundos imobiliários multiestratégia) na carteira recomendada.

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Segundo o banco, o veículo negocia com desconto acima de sua média histórica e apresenta distribuição de rendimentos considerada “sólida”.

“A grande vantagem de um FII hedge fund está na liberdade de mandato: o fundo consegue capturar a valorização dos imóveis e, ao mesmo tempo, gerar renda com ativos de crédito”, afirmaram os analistas.

“Enquanto a carteira de tijolo oferece exposição a empreendimentos reais bem localizados — com potencial de ganho via reajuste de aluguéis e eventuais vendas —, a alocação em CRIs sustenta o carrego e a previsibilidade de proventos”, acrescentaram.

No caso do KNHF11, o BTG destacou a distribuição linearizada de R$ 1 por cota, guidance entre R$ 0,95 e R$ 1,05 e reserva acumulada de R$ 1,58 por papel, fatores que, de acordo com os analistas, dão maior previsibilidade ao fluxo de dividendos.

Ajustes no RBRY11, BRCO11 e VILG11

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Já as demais movimentações na carteira refletem, de acordo com os analistas, “ajustes estratégicos diante do cenário macroeconômico e setorial”.

Segundo a dupla, a redução em RBRY11 é justificada por uma postura mais rigorosa em relação ao crédito estruturado, enquanto, no segmento logístico, a alteração de posição no BRCO11 e no VILG11 busca ampliar a exposição a teses com maior potencial de captura de valor.

O momento dos FIIs

O BTG destacou que setembro foi marcado por uma reprecificação dos juros globais, diante da combinação entre atividade econômica americana ainda resiliente e preços elevados do petróleo.

No Brasil, ponderou que o cenário também ficou mais desafiador ao longo do mês, embora a desaceleração da atividade e a melhora inicial da inflação tenham aberto espaço para a continuidade do ciclo de cortes da Selic, com o Copom reduzindo a taxa básica para 13,75% ao ano.

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Para outubro, o banco avalia que o ambiente deve continuar marcado por elevada sensibilidade aos dados econômicos dos Estados Unidos, à geopolítica e ao cenário político e fiscal brasileiro.

Entre os FIIs, a leitura dos analistas é de que os investidores continuam demonstrando aversão a risco diante da combinação de juros ainda elevados, incertezas domésticas e externas, mudanças na dinâmica dos fluxos e preocupações com o risco de crédito.

Nesse contexto, a dupla afirmou que, para os fundos de tijolo, em especial, há uma “assimetria favorável”, diante dos descontos em relação às médias históricas da categoria.

Desempenho

Em setembro, a carteira recomendada de FIIs do BTG registrou queda de 0,82%, ante recuo de 0,20% do IFIX, principal índice de fundos imobiliários da bolsa de valores (B3).

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No acumulado de 2026, porém, o desempenho do portfólio do banco é positivo em 0,48%, contra desvalorização de 0,53% do indicador referencial (benchmark).

Além da variação das cotas, a carteira entregou um dividend yield (retorno em dividendos) anualizado de 11,3% no mês passado.

Confira os FIIs indicados pelo BTG Pactual para outubro:

FundoPesoSegmentoDividend yield anualizado
BTCI116,0%Recebível14,0%
KNCR1114,0%Recebível13,0%
KNIP1114,0%Recebível8,7%
RBRY112,0%Recebível14,5%
MCCI118,0%Recebível12,7%
VILG115,5%Galpão logístico10,7%
BRCO112,5%Galpão logístico9,8%
BTLG1113,0%Galpão logístico9,8%
HGLG113,0%Galpão logístico9,5%
BRCR114,5%Laje corporativa11,8%
PVBI115,0%Laje corporativa6,7%
KNHF115,0%Hedge fund13,0%
GZIT112,5%Shopping center12,0%
HSML112,0%Shopping center10,8%
VISC116,0%Shopping center9,8%
TRXF117,0%Renda urbana15,5%
Total100%—11,3%
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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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