Retorno aos acionistas? CSN Mineração (CMIN3) aprova programa de recompra de até 50 milhões de ações
O conselho de administração da CSN Mineração (CMIN3) aprovou a abertura de um novo programa de recompra de até 50 milhões de ações ordinárias da companhia.
De acordo com o fato relevante divulgado ao mercado nesta quarta-feira (20), o período de aquisição é de 19 de maio de 2026 a 19 de novembro de 2027.
Vale pontuar que a aprovação de um programa de recompra pode ter diversas motivações, como a crença pela empresa de que as ações estão baratas, a distribuição de ações aos executivos como bônus sem a emissão de novos papéis e a geração de valor ao acionista.
No caso da CSN Mineração, o programa visa a aquisição de ações para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento.
As ações mantidas em tesouraria por uma empresa representam uma retirada desses papéis do mercado por opção da mesma. O objetivo costuma ser uma melhoria na estrutura de capital, redução do número de ações em circulação, utilização em negociações ou investimentos futuros, entre outros.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais.
O balanço da CSN Mineração
No primeiro balanço do ano de 2026, referente ao período de janeiro a março, a CSN Mineração registrou lucro líquido de R$ 222 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 357 milhões registrado no mesmo período do ano passado.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 1,420 bilhão entre janeiro e março, leve recuo de 0,5% na comparação anual.
A receita líquida totalizou R$ 3,165 bilhões, queda de 7,2% ante os três primeiros meses de 2025. A companhia registrou vendas de 9,636 milhões de toneladas de ferro, praticamente estável com as 9,640 milhões anotadas no mesmo período do ano passado.
No campo de endividamento, a CSN Mineração contabilizou dívida líquida de R$ 683 milhões no primeiro trimestre, redução de 5,8% ante o quarto trimestre de 2025. A alavancagem medida por Dívida Líquida/Ebitda permaneceu estável em 0,11 vez em ambos os períodos.
*Com Estadão Conteúdo