Mercados

Wall Street avança à espera de ata do Fomc e Nvidia (NVDA)

20 maio 2026, 10:35 - atualizado em 20 maio 2026, 10:39
wall street Nasdaq S&P 500 Dow Jones EUA Estados Unidos
(Imagem: 400tmax/Getty Images Signature)

Os índices de Wall Street iniciam o pregão desta quarta-feira (20) sem direção única com expectativa para a ata da última decisão de política monetária e resultado trimestral da Nvidia (NVDA).

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Confira o desempenho dos índices logo após a abertura das negociações:

  • Dow Jones: -0,11%, aos 49.309,81 pontos;
  • S&P 500: +0,27%, aos 7.373,28 pontos;
  • Nasdaq: +0,63%, aos 26.033,468 pontos.

O que mexe com Wall Street hoje?

Os investidores operam à espera da ata da última decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). O documento será divulgado hoje às 15h (horário de Brasília).

Em abril, o Fomc manteve os juros inalterados pela terceira vez consecutiva, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, em uma decisão não unânime. Stephen Miran foi o único voto dissidente, para um corte de 0,25 ponto percentual.

Contudo, o que chamou a atenção do mercado foi a dissidência de outros três membros: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan apoiaram a manutenção dos juros, mas sem sinalização de flexibilização monetária. Essa foi a maior dissidência desde 1992.

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No comunicado, o Fomc afirmou que continuará monitorando as implicações das novas informações para as perspectivas econômicas e acrescentou que “estará preparado para ajustar a postura da política monetária conforme apropriado, caso surjam riscos que possam impedir o alcance de seus objetivos”.

Além disso, os investidores aguardam o balanço da Nvidia (NVDA), a ser divulgado após o fechamento do mercado. O resultado servirá como um termômetro para o apetite dos investidores por teses relacionadas a inteligência artificial (IA).

Os analistas consultados pela LSEG esperam que o lucro da companhia mais do que dobre em relação ao mesmo período do ano anterior, próximo dos US$ 200 bilhões, enquanto a receita deve avançar quase 80%.

O cenário geopolítico também continua sob os holofotes com afirmações contraditórias entre as autoridades dos Estados Unidos e do Irã.

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Ontem (19), o vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que não pode garantir um acordo entre Washington e Teerã em coletiva de imprensa na Casa Branca.

Segundo Vance, o presidente Donald Trump determinou que a equipe norte-americana negociasse “agressivamente” com o governo iraniano e ressaltou que houve “muito progresso” até o momento. Ainda assim, reconheceu dificuldades nas tratativas. “O Irã é um país muito complicado. Eles querem fazer um acordo, mas não é muito claro o que querem alcançar”, disse.

Trump também disse a parlamentares que a guerra “terminará muito rapidamente”. O Senado trabalha em uma resolução que restringe poderes do presidente no conflito.

O placar da votação de uma medida processual para avançar a resolução foi de 50 a 47, já que quatro dos pares republicanos de Trump votaram a favor, ao lado de todos os democratas, exceto um. Três republicanos não participaram da votação.

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Mesmo que acabe sendo aprovada no Senado, composto por 100 membros, a resolução também deverá ser aprovada na Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, e obter maioria de dois terços tanto na Câmara quanto no Senado para sobreviver a um esperado veto de Trump.

Do outro lado, o Irã ameaçou “espalhar” a guerra para além do Oriente Médio se os EUA atacarem o país novamente. As declarações foram feitas na manhça desta quarta-feira.

Sobre o Estreito de Ormuz, dados de navegação da LSEG e da Kpler mostraram que três navios petroleiros transportando o óleo bruto para países asiáticos, com 6 milhões de barris, atravessaram a região hoje, depois de uma espera de mais de dois meses no Golfo Pérsico.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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