Wall Street

Wall Street opera em queda com tensões no Golfo e alta do petróleo

08 set 2026, 11:01 - atualizado em 08 set 2026, 11:12
offshore investimentos internacionais
(imagem: Canva Pro/kasto)

Os principais índices de Wall Street operavam em queda nesta terça-feira (8), em meio a preocupações com o aumento das tensões geopolíticas no Golfo Pérsico e a escalada dos preços do petróleo.

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Por volta de 11h (horário de Brasília), o S&P 500 caía 0,37%, sendo negociado a 7.690,80 pontos, o Dow Jones recuava 0,96%, aos 52.920,26, pontos, e o Nasdaq apresentava queda de 0,34%, aos 26.398,023 pontos.

O mercado reage ao avanço dos preços do petróleo, que ultrapassam os US$ 97 o barril, impulsionados por ataques recentes a instalações civis e energéticas na região do Golfo, conforme reportado pela Arábia Saudita.

A escalada no preço do Brent, que se aproxima dos US$ 100, alimenta temores inflacionários e pressiona as expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

O Goldman Sachs revisou para cima suas projeções de preços do petróleo, citando a possibilidade de o Brent atingir US$ 120 o barril devido às interrupções prolongadas no Oriente Médio.

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Além do cenário geopolítico, o mercado acompanha a crescente aposta sobre um possível aumento nas taxas de juros pelo Fed, que permanece como um fator de incerteza para os investidores.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, há 58,4% de chance de o BC norte-americano subir os juros na próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), no dia 16. A probabilidade de manutenção na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 41,6%.

A combinação da alta do petróleo e das apostas por elevações nos juros contribui para um ambiente de maior cautela e volatilidade nas bolsas norte-americanas.

As relações comerciais continuam no radar. As tarifas retaliatórias do Canadá sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos norte-americanos entram em vigor na terça-feira.

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