Giro do Mercado

Saída de estrangeiros pressiona B3 e abre oportunidades seletivas, diz analista da GT Capital

08 jun 2026, 14:09 - atualizado em 08 jun 2026, 14:35
Ibovespa fecha em x, nesta quinta (7) (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Após a retirada líquida de R$ 14,91 bilhões de capital estrangeiro da B3 em maio, a maior saída desde 2022, o Ibovespa (IBOV) passou a operar sob pressão, com ações mais descontadas. Para o analista da GT Capital, Marcus Labarthe, porém, o movimento abre oportunidades pontuais no mercado local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Giro do Mercado desta segunda-feira (8), o analista disse que a elevada participação de estrangeiros na Bolsa brasileira, estimada entre 60% e 65%, torna o índice sensível a fluxos de saída, o que tende a enfraquecer seu desempenho.

O movimento reflete fatores domésticos e externos.

No Brasil, a piora nas expectativas da inflação e do juros levou o mercado a projetar a Selic em 13,50% no fim do ano, reduzindo o apetite por renda variável. “Com títulos públicos pagando acima de 14% ao ano, fica mais difícil migrar da renda fixa para a Bolsa”, disse Labarthe.

No exterior, juros altos nos EUA favorecem a realocação para ativos mais seguros e pressionam emergentes. Se persistirem, há a tendência de saída de capital desses mercados, afetando também a Bolsa brasileira e o câmbio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No pano de fundo para a expectativa de taxas maiores no Brasil e no exterior está, principalmente, a questão geopolítica, com a guerra entre EUA e Irã pressionando o preço dos combustíveis.

Segundo Labarthe, contudo, após a queda recente há ações brasileiras negociando em níveis atrativos, com a queda penalizando até companhias sólidas, o que abre espaço para entrada no longo prazo. “Começa a surgir oportunidade. Você vê empresas em patamares interessantes, que já refletem muito desse cenário negativo”, disse.

Ele ressalta, porém, que o cenário exige seletividade, com juros altos e incertezas externas limitando uma recuperação consistente no curto prazo. “Não é um cenário para comprar tudo. É preciso escolher boas empresas, com balanços sólidos e capacidade de atravessar esse ciclo”, afirmou.

O analista lembra ainda que o início do ano tinha expectativa de Selic próxima de 11%, cenário que não tende a se confirmar. “A gente começou o ano acreditando em uma queda mais forte da Selic, chegando perto de 11%. Isso não vai acontecer”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar disso, avalia que períodos de saída de capital costumam criar pontos importantes de entrada para investidores de longo prazo.

Para ficar por dentro das principais notícias e análises da bolsa, inscreva-se no canal do Money Times no YouTube e acompanhe o Giro do Mercado, ao meio-dia.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar