Comprar ou vender?

Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) ou Riachuelo (RIAA3)? Santander mantém preferência por uma varejista

14 jul 2026, 15:33
Varejo Renner Riachuelo C&A
(Montagem: Money Times)

O Santander atualizou suas recomendações para o varejo de moda brasileiro, reduzindo os preços-alvo de C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) e mantendo o preço-alvo da Lojas Renner (LREN3), vista como a principal aposta do banco no segmento.

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O banco reiterou a recomendação de outperform (compra) da C&A, com reajuste do preço-alvo de R$ 24,50 para R$ 17,00 — o que representa um potencial de valorização de cerca de 65% em relação ao fechamento anterior.

No caso da Riachuelo, o preço-alvo passou de R$ 17,00 para R$ 14,00, também com recomendação outperform e indicando um potencial de alta próximo de 60% na comparação diária.

A decisão foi motivada por uma revisão das projeções das varejistas e pela adoção de premissas mais conservadoras de valuation, especialmente com o aumento do custo de capital utilizado nos modelos. Apesar disso, o banco manteve visão positiva para as duas companhias.

Já para a Lojas Renner, o banco manteve o preço-alvo em R$ 19,00 — demonstrando potencial de valorização de aproximadamente 34% frente ao fechamento anterior —, e reforçou a indicação de compra.

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A instituição considera que a empresa é a melhor posicionada do setor devido a uma maior produtividade das lojas, liderança digital, forte geração de caixa e balanço com posição líquida de caixa.

Lojas Renner (LREN3)

Como a principal escolha do Santander entre as varejistas, os analistas afirmam que a Lojas Renner está entrando em uma fase de “colheita” após anos de investimentos em logística, tecnologia e cadeia de suprimentos.

Nesse contexto, a instituição avalia que as Lojas Renner reúnem vantagens estruturais que sustentam a melhor combinação de crescimento, rentabilidade, geração de caixa e retorno ao acionista do setor.

Embora a e companhia tenha tido suas projeções de receita reduzidas para 2026 e 2027 — sobretudo após um primeiro trimestre mais fraco e um ambiente de consumo ainda pressionado —, o banco elevou suas estimativas de margem bruta graças ao desempenho melhor que o esperado.

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Para 2026, o Santander projeta receita de aproximadamente R$ 15 bilhões, EBITDA de R$ 2,5 bilhões e lucro líquido de R$ 1,65 bilhão. Entre 2025 e 2028, a expectativa é de crescimento médio anual de cerca de 12% no EBITDA, o maior entre as varejistas de moda cobertas pelo banco.

Também se espera payout (lucro distribuído aos acionistas em forma de dividendos e juros sobre capital próprio) de pelo menos 80% em 2026 e dividend yield superior a 11% no período.

C&A (CEAB3)

A C&A é a segunda empresa preferida do Santander para o setor. Embora tenha reduzido o preço-alvo da ação, o banco manteve a recomendação de compra, refletindo a visão de que a companhia continua evoluindo operacionalmente e ganhando eficiência.

Segundo os analistas, a principal mudança da varejista tem sido a priorização de categorias de moda em detrimento de eletrônicos, além dos investimentos na expansão da rede e em melhorias na cadeia de suprimentos. O intuito com tais iniciativas é impulsionar vendas e a rentabilidade da empresa.

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Apesar disso, o Santander adotou projeções mais conservadoras para os próximos anos, diante de uma expectativa mais moderada para as vendas e de um ritmo mais lento de diluição de custos.

Para 2026, o banco espera uma receita de R$ 8,6 bilhões, EBITDA de R$ 1,7 bilhão, lucro líquido de R$ 537 milhões, payout de 51,5% e dividend yield de 8,7%.

Mesmo após a revisão das estimativas, a empresa ainda estaria bem posicionada para ampliar margens, ganhar participação de mercado e continuar reduzindo a distância para a líder do setor, a Renner.

Riachuelo (RIAA3)

O Santander também manteve a recomendação de compra da Riachuelo e afirma que segue vendo avanços na transformação operacional da companhia.

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De acordo com analistas, o principal diferencial da companhia continua sendo seu modelo de integração vertical, que garante maior controle da produção e reposição mais rápida de produtos. Também foram destacados a melhora das vendas de vestuário e os ganhos de rentabilidade obtidos com a otimização da cadeia de suprimentos.

Para 2026, foram projetados receita de R$ 11,3 bilhões, EBITDA de R$ 1,9 bilhão e lucro líquido de R$ 540 milhões, além de payout de 42,1% e dividend yield de 5,3%.

Ainda na avaliação do Santander, a C&A segue bem posicionada para sustentar o crescimento dos resultados nos próximos anos.

*Sob supervisão de Juliana Américo

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Atualmente, estagiária de redação do Money Times e do Seu Dinheiro.
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