Ibovespa

Ibovespa pode chegar aos 300 mil pontos, mas sob uma condição, diz ASA

14 jul 2026, 15:10
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(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

O Ibovespa pode alcançar os 300 mil pontos caso as eleições de 2026 resultem na vitória de um candidato comprometido com a responsabilidade fiscal.

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A avaliação é de Rogério Freitas, head de investimentos do ASA. Segundo ele, o cenário traçado pela instituição para a bolsa brasileira continua válido, mas depende da condução da política fiscal pelo próximo governo.

O executivo afirma que a projeção nunca foi um cenário-base, mas uma possibilidade condicionada à eleição de um governo que consiga restaurar a confiança dos investidores nas contas públicas.

“Se a gente eleger um candidato fiscalmente responsável, o cenário de Bolsa aos 300 mil pontos continua atual”, afirmou nesta terça-feira (14), durante coletiva de imprensa.

O movimento, porém, não ocorreria de forma imediata. Na avaliação do gestor, esse processo levaria entre 12 e 18 meses e também dependeria de um ambiente internacional favorável.

Debate fiscal deve dominar o segundo semestre

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Na visão do ASA, o foco dos investidores tende a migrar do cenário internacional para a política doméstica ao longo dos próximos meses.

Freitas afirmou que, enquanto os fatores globais foram os principais direcionadores dos ativos brasileiros desde 2025 e durante o primeiro semestre deste ano, o segundo semestre deverá ser marcado pelo peso crescente das discussões fiscais e eleitorais.

“O brasileiro vai discutir qual Estado quer para os próximos quatro anos: um Estado maior, com aumento da carga tributária e maior participação do setor público, ou um crescimento menor do Estado”, disse.

Para o gestor, o atual quadro fiscal ajuda a explicar por que a economia brasileira continua crescendo mesmo com uma taxa Selic elevada. Segundo ele, o elevado volume de gastos públicos reduz a eficácia da política monetária, obrigando o Banco Central a manter juros mais altos por mais tempo.

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Freitas também chamou atenção para a trajetória da dívida pública. Segundo ele, a dívida bruta está próxima de 83,5% do PIB e, mantidas as condições atuais, pode alcançar cerca de 100% do PIB em quatro anos, o que considera um equilíbrio insustentável para a economia brasileira.

Mercado deve reagir ao perfil fiscal do próximo presidente

Apesar de destacar que o ASA não possui preferência por candidatos ou partidos, Freitas afirmou que os mercados tendem a responder diretamente ao compromisso fiscal do próximo governo.

Na avaliação do executivo, um candidato considerado fiscalmente responsável tende a favorecer a valorização da bolsa, o fechamento da curva de juros, a apreciação do real e o desempenho dos demais ativos de risco.

Por outro lado, caso o vencedor seja visto como menos comprometido com o equilíbrio das contas públicas, o dólar deverá ser o principal beneficiado, enquanto os ativos brasileiros podem perder valor.

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O gestor também afirmou que a disputa presidencial deve permanecer aberta até as últimas semanas de campanha. Segundo ele, cerca de 3% do eleitorado, os chamados “swing voters“, serão responsáveis por definir o resultado da eleição e tendem a tomar essa decisão apenas próximo ao pleito.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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