Bolsas da Europa fecham em alta com Oriente Médio no radar
Os índices europeus fecharam o pregão desta terça-feira (14) em leve alta com o conflito no Oriente Médio no radar.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,17%, aos 642,10 pontos.
Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, teve alta de 0,30%, aos 10.529,39 pontos e o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com leve ganho de 0,03%, aos 8.366,85 pontos. O DAX, de Frankfurt, também avançou e fechou com avanço de 0,13%, aos 25.147,03 pontos.
O que mexeu com os mercados europeus hoje?
Os investidores acompanharam a continuação das trocas de ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, com a disparada dos preços do petróleo alimentando as preocupações inflacionárias.
No final da manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a implementação do bloqueio marítimo ao Irã pelas Forças Armadas dos EUA hoje. A medida tinha sido anunciada ontem (13). Para os demais países, a via marítima segue “aberta”, segundo o mandatário.
“O petróleo está fluindo como nunca antes, graças ao poder extraordinário das Forças Armadas dos Estados Unidos. […] Graças a todos os membros das Forças Armadas mais poderosas do mundo, de longe, o Estreito de Ormuz está aberto a todo o tráfego marítimo, exceto para o Irã — e isso se deve à sua liderança mentirosa, violenta e maliciosa, que os está conduzindo ao caminho da DESTRUIÇÃO TOTAL”, disse.
“Teremos um BLOQUEIO TOTAL, mas apenas para navios que chegam e partem de portos iranianos, ou que transportem qualquer coisa relacionada à carga iraniana”, acrescentou o presidente norte-americano.
Trump ainda afirmou que o pedágio de 20%, também anunciado ontem, foi “substituído” por acordos comerciais e compromisso de diversos países do Golfo de investimentos nos EUA.
Para o ING, o restabelecimento do bloqueio naval norte-americano ao Irã tem impacto mais relevante para os mercados do que medidas anteriores sobre as exportações iranianas de petróleo.
Por outro lado, dados de inflação ao consumidor (CPI) dos EUA mais fracos do que o esperado reforçarem a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) não precisará endurecer ainda mais a política monetária.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo