Mercados

Bolsas da Europa fecham em alta com Oriente Médio no radar

14 jul 2026, 15:22
Bolsas europeias
(Imagem: Bolsa de Frankfurt 10/06/2021 REUTERS)

Os índices europeus fecharam o pregão desta terça-feira (14) em leve alta com o conflito no Oriente Médio no radar.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,17%, aos 642,10 pontos.

Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, teve alta de 0,30%, aos 10.529,39 pontos e o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com leve ganho de 0,03%, aos 8.366,85 pontos. O DAX, de Frankfurt, também avançou e fechou com avanço de 0,13%, aos 25.147,03 pontos.

O que mexeu com os mercados europeus hoje?

Os investidores acompanharam a continuação das trocas de ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, com a disparada dos preços do petróleo alimentando as preocupações inflacionárias.

No final da manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a implementação do bloqueio marítimo ao Irã pelas Forças Armadas dos EUA hoje. A medida tinha sido anunciada ontem (13). Para os demais países, a via marítima segue “aberta”, segundo o mandatário.

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“O petróleo está fluindo como nunca antes, graças ao poder extraordinário das Forças Armadas dos Estados Unidos. […] Graças a todos os membros das Forças Armadas mais poderosas do mundo, de longe, o Estreito de Ormuz está aberto a todo o tráfego marítimo, exceto para o Irã — e isso se deve à sua liderança mentirosa, violenta e maliciosa, que os está conduzindo ao caminho da DESTRUIÇÃO TOTAL”, disse.

“Teremos um BLOQUEIO TOTAL, mas apenas para navios que chegam e partem de portos iranianos, ou que transportem qualquer coisa relacionada à carga iraniana”, acrescentou o presidente norte-americano.

Trump ainda afirmou que o pedágio de 20%, também anunciado ontem, foi “substituído” por acordos comerciais e compromisso de diversos países do Golfo de investimentos nos EUA.

Para o ING, o restabelecimento do bloqueio naval norte-americano ao Irã tem impacto mais relevante para os mercados do que medidas anteriores sobre as exportações iranianas de petróleo.

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Por outro lado, dados de inflação ao consumidor (CPI) dos EUA mais fracos do que o esperado reforçarem a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) não precisará endurecer ainda mais a política monetária.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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