Serviços

Serviços: confiança recua pela 3ª vez e sinaliza perda de fôlego da atividade

29 abr 2026, 9:20 - atualizado em 29 abr 2026, 9:20
Economia, IBGE, Volume de Serviços
(Imagem: RDNE Stock project/Pexels/Canva)

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) diminuiu 0,6 ponto em abril ante março, terceiro recuo seguido, para 87,8 pontos, na série dessazonalizada, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Em médias móveis trimestrais, o índice caiu 1,0 ponto.

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“A confiança do setor de serviços caiu pelo terceiro mês seguido, mas com mudança na composição. Nos meses anteriores, a queda era explicada exclusivamente pelo componente de expectativas, e parcialmente compensada por uma avaliação positiva da demanda corrente. Em abril, a piora se disseminou pelos dois componentes, sugerindo que o ambiente adverso pode estar começando a se refletir também na evolução da atividade atual”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.

O Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 0,4 ponto, para 92,1 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) caiu 0,7 ponto, para 83,7 pontos.

“O endividamento das famílias em níveis recordes e os juros ainda restritivos já pesavam sobre a confiança, e a isso se soma a turbulência externa, com o conflito no Oriente Médio pressionando a inflação e adiando a perspectiva de alívio monetário, o que reduz as chances de recuperação da confiança no curto prazo”, completou Tobler.

No ISA-S, o indicador de volume de demanda atual recuou 2,6 pontos, para 92,2 pontos, ao passo que o indicador de situação atual dos negócios avançou 1,7 ponto, para 91,9 pontos. Já no IE-S, a demanda prevista para os próximos três meses caiu 1,5 ponto, para 84,5 pontos, enquanto a tendência dos negócios nos próximos seis meses ficou praticamente estável, com alta de 0,2 ponto, para 83,1 pontos.

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O relatório destaca ainda sinais de perda de tração no mercado de trabalho do setor: em abril, o Indicador de Emprego Previsto reverteu a trajetória de avanço observada nos meses anteriores, com piora liderada por Informação e Comunicação e Serviços Profissionais. Segundo Tobler, “o recuo nas intenções de contratação nesses segmentos sugere que a incerteza do ambiente atual começa a pesar também sobre as decisões de pessoal”.

O levantamento coletou entre os dias 1º e 27 de abril.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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