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SLC Agrícola (SLCE3) amplia perdas após compra de terras das Radar; Itaú BBA vê operação abaixo do desconto das ações

29 jun 2026, 11:17 - atualizado em 29 jun 2026, 11:17
slc agrícola slce3
(Imagem: YouTube/SLC Agrícola)

As ações da SLC Agrícola (SLCE3) recuavam 2,96% por volta de 10h37 desta segunda-feira (29), depois de cair cerca de 1% na última sexta (26), após a companhia confirmar que exerceu direito de preferência pelas terras da Radar.

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O valor total da transação é de R$ 1,85 bilhão, com pagamento dividido em duas etapas: R$
700 milhões agora e R$ 1,15 bilhão até 30 de outubro de 2026.

Segundo o Itaú BBA, o preço implícito da transação, de cerca de R$ 64 mil por hectare arável, representa um prêmio de 8% em relação ao valor patrimonial líquido (NAV, na sigla em inglês) da SLC e parece justificável pela qualidade da terra, infraestrutura existente e histórico de operação da companhia na região.



Além disso, o valor indica um desconto de 15% a 20% na comparação com outras áreas maduras.

Ainda assim, o desconto é menor do que o desconto atual das ações da empresa em relação ao NAV, o que pode reabrir o debate entre investidores.

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Outro ponto citado pelos analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Rya Matsuyama é a alavancagem.

O endividamento, medido pela relação dívida líquida e resultado operacional (Ebitda, métrica utilizada pelo mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa), que pode subir 0,7 vez, impulsionada pela incorporação de 11,2 mil hectares adicionais e pela transição gradual de áreas arrendadas para próprias.

“Essa mudança pode gerar ganhos ao eliminar custos de arrendamento e aumentar o retorno por hectare, mas também prolonga um nível mais elevado de endividamento. No longo prazo, a operação pode gerar valor com valorização das terras e ganhos operacionais, mas no curto prazo tende a adiar retornos em caixa e manter uma postura mais conservadora do mercado, especialmente em um cenário
de juros mais altos”.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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