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SLC Agrícola (SLCE3): BTG vê ação mais atrativa nos próximos 12 meses após reduzir aquisição de terras

10 jul 2026, 11:02 - atualizado em 10 jul 2026, 11:02
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(iStock.com/photoschmidt)

A relação risco-retorno da SLC Agrícola (SLCE3) deve se tornar gradualmente mais atrativa ao longo dos próximos 12 meses, na avaliação do BTG Pactual.

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Para o banco, a reestruturação da aquisição do Bloco Mato Grosso reduz as preocupações com alocação de capital e melhora a perspectiva de geração de valor para os acionistas. A recomendação de compra foi mantida, com preço-alvo de R$ 20 para a ação.

Na quarta-feira (9), a SLC anunciou um acordo com o Grupo Radar e os demais envolvidos na venda do portfólio, pelo qual ficará com 8,9 mil hectares agricultáveis por R$ 669 milhões, incluindo R$ 29,7 milhões em infraestrutura, como silos e uma unidade de beneficiamento de algodão. A companhia continuará arrendando os 8,7 mil hectares restantes.

Na visão do BTG, a mudança reduz significativamente as preocupações com alocação de capital que surgiram após o anúncio original, quando a companhia pretendia adquirir toda a área de 41,2 mil hectares.



Segundo os analistas Thiago Duarte, Bruno Henriques e Guilherme Guttilla, considerando os atuais preços da soja, o custo do arrendamento e o custo da dívida, a compra integral reduziria a geração anual de caixa da SLC em cerca de R$ 200 milhões. Com a nova configuração, o impacto estimado cai para aproximadamente R$ 70 milhões por ano.

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Na prática, isso representa uma melhora de cerca de R$ 120 milhões anuais em relação ao plano inicial. Pelos cálculos do banco, esse benefício equivale a um valor presente líquido de aproximadamente R$ 1,2 bilhão — quase 20% do valor de mercado atual da companhia.

A performance de SLCE3

O BTG lembra que as ações da SLC acumulam queda próxima de 35% desde o pico dos últimos anos, pressionadas por uma combinação de preços mais baixos das commodities agrícolas, juros elevados, preocupações com a estratégia de expansão, além dos riscos climáticos para a safra 2026/27 e do aumento dos custos de produção, especialmente fertilizantes.

Apesar desse cenário, o banco não vê motivos para rebaixar a recomendação. Para os analistas, boa parte desses riscos já está refletida na cotação da ação, enquanto a companhia dificilmente repetirá operações que levantem novas dúvidas sobre disciplina na alocação de capital.

Além disso, o BTG avalia que o mercado de commodities agrícolas pode começar a precificar um cenário de oferta e demanda global mais apertado, o que beneficiaria empresas como a SLC.

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Embora a ação ainda negocie a cerca de 20 vezes o lucro estimado para 2027 — um múltiplo que, isoladamente, não justificaria uma reprecificação imediata —, o banco acredita que uma combinação de queda dos juros, alívio nos custos de produção, produtividade acima do esperado ou recuperação dos preços agrícolas pode destravar valor para os acionistas.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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