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O efeito da prorrogação do imposto sobre as petroleiras, segundo analistas

10 jul 2026, 11:35 - atualizado em 10 jul 2026, 11:35
prio prio3
(Imagem: Divulgação)

A decisão do governo de prorrogar por mais 60 dias o imposto de 12% sobre as exportações de petróleo bruto tende a pressionar as petroleiras listadas na B3, segundo analistas do mercado financeiro.

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O consenso entre é que a medida reduz o preço realizado pelos produtores que exportam petróleo, diminuindo a exposição ao Brent e afetando principalmente empresas com maior parcela da produção destinada ao mercado externo.

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu manter a alíquota de 12% por até 60 dias, com reavaliação após 30 dias. A medida sucede o vencimento da MP 1.340/2026, que havia criado originalmente o tributo.

Para o BTG Pactual, a empresa mais afetada é a Prio, que exporta 100% da produção de petróleo.

A Petrobras (PETR3;PETR4) também está exposta, já que cerca de 30% da produção é destinada ao mercado externo, enquanto a Brava Energia (BRAV3) sente os efeitos sobre os volumes exportados dos campos de Atlanta e Parque das Conchas, segundo os analistas do banco.

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Já a PetroReconcavo (RECV3), dizem, deve sofrer impacto limitado por comercializar toda a produção no mercado doméstico.

O banco afirma que já esperava a manutenção do imposto, embora com uma alíquota menor, e avalia dois cenários: um em que a cobrança permanece apenas pelos 60 dias anunciados e outro em que é estendida até o fim do ano, juntamente com os subsídios aos combustíveis.

Diminuição da rentabilidade

A XP Investimentos afirmou que o imposto reduz o preço realizado do petróleo, limita os ganhos decorrentes de um Brent mais elevado e diminui a rentabilidade das exportações.

Considerando a vigência da medida pelos próximos 60 dias e um Brent a US$ 80 por barril, a XP estima que a Brava Energia será a companhia mais impactada em termos relativos, com efeito de cerca de US$ 18 milhões, equivalente a aproximadamente 1,1% do valor de mercado.

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Em seguida aparecem a Prio, com impacto estimado em US$ 74 milhões (0,8% do valor de mercado), a PetroReconcavo, com US$ 4 milhões (0,7%), e a Petrobras, com cerca de US$ 400 milhões (0,4%).

Na avaliação do Citi, a extensão do imposto surpreendeu negativamente, já que a expectativa era de que a cobrança fosse encerrada nesta semana.

O banco classifica o impacto sobre sua cobertura na seguinte ordem: Prio, Brava Energia e Petrobras, refletindo a participação das exportações nas vendas totais de cada companhia. A PetroReconcavo, por não exportar regularmente petróleo, praticamente não é afetada.

O Citi pondera que a manutenção do imposto pode indicar que o governo também levará mais tempo para retirar os subsídios aos combustíveis. Nesse cenário, a Petrobras pode compensar parte do efeito negativo do imposto, uma vez que participa dos programas de subvenção e já recebeu R$ 4,7 bilhões relacionados a esses incentivos.

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Apesar da avaliação negativa dos analistas, as ações do setor mostravam comportamento misto na manhã desta sexta-feira. A Petrobras (PETR4) subia 0,97%, a Brava Energia (BRAV3) avançava 0,90% e a PetroReconcavo (RECV3) ganhava 1,80%, enquanto a Prio (PRIO3) operava perto da estabilidade, após renovar a mínima do dia com queda de 0,81%.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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