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SMTO3, JALL3 e RAIZ4: açúcar se aproxima de US$ 0,20 e usinas disparam na Bolsa; entenda a alta

02 out 2026, 14:37 - atualizado em 02 out 2026, 15:21
usinas cana-de-açúcar 2t26
(iStock.com/banjongseal324)

O contrato do açúcar com vencimento para março de 2027 na Bolsa de Nova York (Intercontinental Exchange) avançavam 5,12%, aos US$ 0,1991, por volta de 14h06 de Brasília.

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No mesmo horário, as ações da São Martinho (SMTO3), Jalles (JALL3) e Raízen (RAIZ4) subiam 5,23%, 7,76% e 6,25% na Bolsa.

Segundo Vitor Novaes, analista de commodities do BTG Pactual, o açúcar vem sustentando uma forte valorização à medida que o mercado passa a precificar um balanço global mais apertado para 2026/27.



“Embora a oferta corrente ainda seja confortável, a combinação de riscos climáticos nos principais países produtores vem deteriorando as perspectivas para a próxima safra. Tailândia, Índia e União Europeia enfrentam condições adversas que podem limitar a produção, enquanto, no Centro-Sul do Brasil, o excesso de chuvas tem atrasado a colheita e a moagem”.

Na avaliação do analista, esse cenário aumenta a relevância do risco de déficit global e leva o mercado a incorporar às cotações um prêmio maior pelos riscos climáticos associados ao El Niño.

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A valorização também aparece nos dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Divulgado nesta sexta-feira, o índice de preços do açúcar da entidade subiu 6,1% em setembro, na terceira alta mensal consecutiva, e atingiu o maior nível desde abril de 2025.



Clima será fator determinante para produção de açúcar nas usinas brasileiras

As usinas de cana-de-açúcar no Brasil, maior produtor mundial de açúcar e segundo maior produtor de etanol, darão mais atenção às condições climáticas do que aos preços para decidir quanto açúcar ou combustível produzir daqui até o final da colheita, em dezembro.

O clima mais chuvoso do que o normal no centro-sul do Brasil, uma característica dos fenômenos El Niño intensos, provavelmente impedirá que as usinas aumentem a produção de açúcar, como alguns participantes do mercado esperavam após os preços da commodity terem subido mais de 21% no mês passado.



Em vez disso, as usinas brasileiras continuarão a destinar mais cana-de-açúcar à produção de etanol do que à de adoçante, disseram analistas e operadores à Reuters.

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*Com informações da Reuters

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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