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Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11)? Itaú BBA corta preços-alvo, mas mantém clara favorita após revisão para celulose

28 ago 2026, 12:24
Floresta de eucalipto para produção de celulose na Aracruz.
(Foto: Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)

O Itaú BBA revisou suas estimativas para o setor de papel e celulose e reduziu os preços-alvo de Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11). Apesar dos cortes, o banco continua vendo uma relação entre risco e retorno mais atraente nas ações da Suzano, que permanece como sua top pick no setor na América Latina.

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Para a Suzano, a recomendação foi mantida em compra, mas o preço-alvo para o fim de 2027 recuou de R$ 64 para R$ 58, uma redução de 9,4%. Já a Klabin segue com recomendação neutra, ou desempenho em linha com o mercado, e teve seu preço-alvo cortado de R$ 21,50 para R$ 21.

A revisão ocorre após o Itaú BBA reduzir sua projeção para o preço líquido médio da celulose de fibra curta na China em 2027, de US$ 570 para US$ 550 por tonelada.



Embora esteja mais otimista com os preços no curto prazo, o banco mantém uma postura cautelosa diante da entrada de novas capacidades produtivas e do crescimento limitado da demanda global nos próximos anos.

Celulose pode ter encontrado um piso

Os preços líquidos da celulose de fibra curta na China chegaram a US$ 565 por tonelada em agosto, depois de atingirem US$ 605 por tonelada em maio e junho.

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Na avaliação do Itaú BBA, esse patamar deve representar o fundo do atual ciclo de baixa. A leitura considera a melhora do consumo em agosto, a antecipação da demanda sazonalmente mais forte para as festas de fim de ano e a recuperação dos preços de revenda na China, que subiram cerca de US$ 11 na semana, para US$ 559 por tonelada.

O cenário se torna mais desafiador, porém, a partir do fim de 2026. Um dos principais pontos de atenção é o início das operações do projeto OKI II, da Asia Pulp & Paper (APP), que deve adicionar 1,4 milhão de toneladas por ano de capacidade entre o fim de 2026 e o começo de 2027.

Além disso, a Fastmarkets estima que as expansões integradas na China acrescentarão mais 2,5 milhões de toneladas anuais entre 2027 e 2028. Na América Latina, o projeto Sucuriú, da Arauco, deverá colocar outros 3,5 milhões de toneladas por ano no mercado a partir do quarto trimestre de 2027.

Do lado da demanda, o quadro também inspira cautela. A Hawkins Wright projeta crescimento de apenas 310 mil toneladas no consumo global de celulose em 2027, com estabilidade na China.

Por que a Suzano continua sendo a favorita?

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O Itaú BBA reduziu em 9% sua estimativa para o Ebitda da Suzano em 2027, para R$ 23,5 bilhões. O corte reflete a combinação de preços mais baixos da celulose, valorização do real e aumento dos custos.

Mesmo assim, o banco considera que a assimetria de valuation permanece atraente. A Suzano negocia a 5,4 vezes a relação entre valor da firma e Ebitda (EV/Ebitda) e oferece um rendimento do fluxo de caixa livre, ou FCF Yield, de aproximadamente 12,7% — o maior entre as empresas acompanhadas pelo BBA.

Esses números ajudam a explicar por que a companhia continua como a principal recomendação do banco no setor, mesmo diante de um ambiente mais pressionado para a celulose em 2027.

E a Klabin?

Para a Klabin, o Itaú BBA cortou em 5% a estimativa de Ebitda para 2027, para R$ 7,6 bilhões, também devido ao real mais forte, à redução dos preços projetados para a celulose e ao avanço dos custos.



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Na avaliação dos analistas, porém, as ações já estão adequadamente precificadas. A companhia apresenta potencial de retorno total, ou TSR, de cerca de 17%, mas negocia a 7,1 vezes o EV/Ebitda projetado para 2027, acima do múltiplo da Suzano.

O FCF Yield estimado para a Klabin é de 8%, nível considerado modesto pelo banco.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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