A simples antecipação de um encontro de ministros do governo Lula para discutir ações na área fiscal, na tarde desta terça-feira, foi suficiente para as taxas dos DIs migrarem para o território negativo, em meio à expectativa dos investidores pelo anúncio de medidas de cortes de gastos.
A queda das taxas no Brasil ocorreu a despeito de, no exterior, os rendimentos dos Treasuries terem voltado a subir, com agentes se posicionando novamente para eventual vitória do republicano Donald Trump na eleição presidencial dos EUA.
No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2025 — que reflete as apostas para a Selic no curtíssimo prazo — estava praticamente estável, em 11,342%, ante 11,323% do ajuste anterior. Já a taxa do contrato para janeiro de 2026 marcava 12,83%, em baixa de 5 pontos-base ante 12,883%.
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 12,91%, ante 12,975%, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 12,82%, ante 12,888%.
Perto do fechamento a curva precificava 96% de probabilidade de alta de 50 pontos-base, contra 4% de chance de elevação de 75 pontos-base. Na segunda-feira os percentuais eram de 95% e 5%, respectivamente. Atualmente a Selic está em 10,75% ao ano.
*Com informações de Reuters