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Tempo real: Ibovespa recua com pressão de Raízen (RAIZ4); dólar sobe a R$ 5,41 após dados de inflação nos EUA

14 ago 2025, 6:30 - atualizado em 14 ago 2025, 17:15
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Acompanhe o Ibovespa e os mercados em Tempo Real. (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Resumo: O Ibovespa (IBOV) engatou o segundo dia negativo com atenções divididas entre dados econômicos no Brasil e no exterior, repercussão do pacote de contingência do ‘tarifaço’ e balanços corporativos.

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Nesta quinta-feira (14), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com queda de 0,24%, aos 136.355,78 pontos.

Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,4171, com alta de 0,28%

No cenário doméstico, o mercado seguiu avaliando o pacote de contingência divulgado pelo governo na véspera. Das despesas previstas, R$ 9,5 bilhões devem ficar fora da contabilidade da meta fiscal, contrariando previsão inicial do governo.

Os investidores ainda repercutiram novos dados de atividade econômica. Entre eles, o volume de serviços cresceu 0,3% em junho na comparação com o mês anterior. O dado é o maior da série histórica e contrariou a expectativa dos economistas consultados pela Reuters, que previam recuo de 0,1% no período.

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No exterior, novos dados de inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos vieram mais fortes do que o esperado e os agentes financeiros reduziram levemente as apostas de corte nos juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima reunião,, em setembro.  A probabilidade de redução de 25 pontos-base seguiu acima de 90%.

Os investidores também operaram na expectativa do encontro dos presidentes norte-americano, Donald Trump, e russo, Vladimir Putin,  previsto para esta sexta-feira (15) no Alasca.

Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados nesta quinta-feira (14) em tempo real:

Ao vivo
Banco do Brasil (BBAS3) vai despencar? Como o mercado deve reagir aos resultados

Com o lucro bem abaixo da expectativa, a R$ 3,8 bilhões, e um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de apenas 8%, pior patamar em décadas, é esperado que o Banco do Brasil (BBAS3) volte a desandar.

Desde 1° de agosto, quando encostou nas mínimas do ano, a ação teve um leve respiro. Saltou 7%. Nesta sessão, o papel subiu quase 3%.

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Não acabou? CFO do Banco do Brasil (BBAS3) ainda vê piora na inadimplência no 3T25; ‘não resolve num passe de mágica’

A piora da inadimplência do agronegócio, um dos grandes detratores do primeiro e segundo trimestre, pode dar as caras também no terceiro trimestre, alerta o CFO do Banco do Brasil (BBAS3), Giovanne Tobias, em um vídeo publicado no canal do Youtube para comentar o resultado.

Nesta quinta, o banco teve lucro líquido ajustado de R$ 3,784 bilhões no segundo trimestre, tombo de 60% ano a ano.

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Cosan (CSAN3) vê prejuízo quadruplicar, para R$ 946 milhões, com peso da Raízen (RAIZ4)

A Cosan (CSAN3) teve um prejuízo líquido de R$ 946 milhões no segundo trimestre de 2025 (2T25), número quase quatro vezes maior do que o resultado negativo de R$ 227 milhões do mesmo período do ano passado.

A receita líquida consolidada, envolvendo todas as participações em empresas, foi de R$ 10,4 bilhões, queda de 2% no ano. O prejuízo líquido foi de R$ 946 milhões, frente R$ 227 milhões negativos um ano antes.

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Cemig (CMIG4) tem lucro de R$1,19 bilhão, queda de 29,6% no ano

A Cemig (CMIG4) registrou lucro líquido de R$1,19 bilhão no segundo trimestre de 2025 (2T25), uma queda de 29,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com balanço divulgado pela companhia de energia.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, por outro lado, somou R$2,21 bilhões entre abril e junho, um crescimento de 15,4% na comparação anual.

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Marfrig (MRFG3) tem lucro líquido de R$ 85 milhões no 2T25, alta de 13% em base anual

A Marfrig (MRFG3) registrou um lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 85 milhões no segundo trimestre, um crescimento de 13% em relação ao mesmo período no ano passado, conforme relatório de resultados divulgado nesta quinta-feira.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia totalizou R$ 3 bilhões no período, queda de 10,8% na mesma comparação, mas acima da expectativa média de analistas de R$ 2,5 bilhões, segundo dados da LSEG.

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CPFL (CPFL3) tem alta do lucro, mas vê tendência de piora dos cortes de geração

A CPFL Energia (CPFE3) registrou aumento do lucro líquido no segundo trimestre de 2025 (2T25) com bons resultados da distribuição de energia compensando as perdas no negócio de geração renovável em função dos cortes da produção das usinas. E a visão é que este é um problema que deve se agravar no segundo semestre.

A elétrica controlada pela chinesa State Grid anunciou nesta quinta-feira (14) um lucro líquido de R$ 1,18 bilhão entre abril e junho, 7,8% maior na comparação anual, e também acima da expectativa média de analistas, de cerca de R$1 bilhão conforme estimativa do IBES.

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Azul (AZUL4) reduz prejuízo líquido ajustado para R$ 475,8 milhões no 2T25

A Azul (AZUL4) alcançou lucro líquido de R$ 1,29 bilhão no segundo trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 3,5 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.

Em termos ajustados, no entanto, a companhia aérea teve um prejuízo líquido de R$ 475,8 milhões no segundo trimestre. O resultado representa uma queda de 29% no prejuízo na comparação com as perdas ajustadas de R$ 669,7 milhões registradas um ano antes.

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BRF (BRFS3) lucra R$ 735 milhões, queda de 32,8% no ano

A BRF (BRFS3), dona das marcas Sadia e Perdigão, registrou um lucro líquido de R$ 735 milhões no segundo trimestre de 2025 (2T25), queda de 32,8% frente ao mesmo período de 2024.

O recuo na última linha se deu apesar de a receita ter crescido 2,9% na mesma comparação, para R$ 15,3 bilhões. Apesar de a BRF ter registrado uma queda dos volumes vendidos, de 1,3%, o preço médio do quilo subiu 4,2%, para R$ 12,51.

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Telefônica Brasil (VIVT3) anuncia R$ 250 milhões em juros sobre capital próprio

A Telefônica Brasil (VIVT3) aprovou, em reunião do conselho realizada nesta quinta-feira (14), a distribuição de R$ 250 milhões em juros sobre capital próprio (JSCP), com base no balanço de 31 de julho de 2025.

Após a retenção de 15% de imposto de renda, o valor líquido a ser pago aos acionistas será de R$ 212,5 milhões.

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Cadê os dividendos? Entenda o motivo do Banco do Brasil (BBAS3) não ter anunciado novos pagamentos

Além dos resultados fracos, o investidor do Banco do Brasil (BBAS3) teve outra surpresa. A empresa não anunciou novos dividendos, um dos grandes chamarizes do banco.

Isso aconteceu devido ao corte das projeções de payout (parcela do lucro distribuída para acionistas) de 40% para 30%.

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Yduqs (YDUQ3) tem queda de 45,6% no lucro e Ebitda também recua

A Yduqs (YDUQ3) reportou nesta quinta-feira um lucro líquido ajustado de R$30,6 milhões no segundo trimestre de 2025 (2T25), recuando 45,6% em relação aos mesmos três meses do ano passado.

O resultado ficou do grupo de educação ficou abaixo do esperado por analistas no mercado. Segundo a média das estimativas compiladas pela LSEG, o lucro seria de R$40,5 milhões.

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Vai pingar menos dividendos: Banco do Brasil (BBAS3) corta fatia distribuída para acionistas

O Banco do Brasil (BBAS3) cortou as projeções de payout (parcela do lucro distribuída para acionistas) de 40% para 30%, mostra documento enviado ao mercado nesta quinta-feira.

Em meio ao cenário ruim do banco, que reportou queda do lucro de apenas R$ 3,8 bi em relação ao mesmo período do ano passado, analistas já esperavam uma possível redução.

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Qualicorp (QUAL3) tem lucro líquido de R$ 18,1 milhões no 2T25, queda de 40% no ano

A administradora e corretora de planos de saúde Qualicorp (QUAL3), registrou lucro líquido ajustado de R$ 18,1 milhões no segundo trimestre de 2025 (2T25), queda de 36,4% em relação ao mesmo período de 2024. A retração foi influenciada por menor receita e aumento das provisões de contingências e despesas judiciais, mesmo com avanços operacionais.

A receita líquida da Qualicorp totalizou R$ 357,2 milhões, queda de 10,4% frente ao 2T24, impactada pela não renovação de carteiras de baixa rentabilidade e recuos em segmentos específicos.

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Banco do Brasil (BBAS3): Lucro cai 60% para R$ 3,8 bi no 2T25, abaixo do esperado; ROE encolhe para 8%, pior marca em décadas

O Banco do Brasil (BBAS3) terminou o segundo trimestre de 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões, queda de 60% ante o mesmo período do ano passado, mostra documento enviado ao mercado nesta quinta (14).

A cifra ficou abaixo do esperado pelas projeções de analistas compiladas pela LSEG, que apontavam lucro líquido de R$ 5,279 bilhões.

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Nubank (ROXO34) lucra US$ 637 milhões no 2T25, alta de 42%; ação dispara

O Nubank (ROXO34) apurou lucro líquido de US$ 637 milhões no segundo trimestre de 2025, alta de 42% em relação ao mesmo período do ano passado, mostra balanço divulgado nesta quinta-feira (14).

A cifra marca o maior resultado trimestral da história do Nu.

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Cyrela (CYRE3) tem lucro líquido de R$ 388 milhões no 2T25, queda de 6%

A Cyrela (CYRE3) registrou lucro líquido de R$ 388 milhões no segundo trimestre de 2025 (2T25), queda de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A receita líquida da construtora a totalizou R$ 2,1 bilhões, avanço de 13% em relação ao mesmo período de 2024, apoiada na maior participação de vendas de lançamentos e no aumento do volume de obras em andamento. No acumulado de 2025, a receita da Cyrela atingiu R$ 4,06 bilhões, alta de 18%.

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Raízen (RAIZ4) tomba após balanço do 2T25; confira as maiores quedas do Ibovespa nesta quinta-feira (14)

A ponta negativa do Ibovespa foi encabeçada por Raízen (RAIZ4), que caiu mais de 10% após a divulgação dos resultados da empresa no primeiro trimestre da safra 2025/26 (1T26).

maior fator de preocupação do mercado está diretamente relacionado ao endividamento da companhia. A alavancagem disparou, chegando a 4,5x — relação entre a dívida líquida e o Ebitda, crescendo mais que o dobro na comparação anual.

Em reação, a controladora Cosan (CSAN3) também ficou entre as maiores quedas do Ibovespa.

Confira as maiores quedas do Ibovespa nesta quinta-feira (14):

> Raízen (RAIZ4): -12,50%, a R$ 1,05

> Usiminas (USIM5): -7,19%, a R$ 4,00

> Cosan (CSAN3): -6,57%, a R$ 5,40

> CSN (CSNA3): -6,06%, a R$ 6,97

> Vamos (VAMO3): -3,75%, a R$ 3,85

Hapvida (HAPV3) salta mais de 7% com avaliação positiva do balanço; confira as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira (14)

Nesta quinta-feira (14), a Hapvida (HAPV3) liderou os ganhos do principal índice da bolsa brasileira, mesmo após a companhia reduzir o lucro líquido e o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) na comparação anual.

Os analistas, em geral, avaliaram o balanço da operadora de saúde como neutro, mas com destaque positivo para as adições líquidas entre abril e junho deste ano.

Confira as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira (14):

> Hapvida (HAPV3): +8,29%, a R$ 37,77

> Ultrapar (UGPA3): +4,01%, a R$ 17,64

> MRV (MRVE3): +3,61%, a R$ 7,17

> Banco do Brasil (BBAS3): +2,96%, a R$ 19,85

> Natura (NATU3): +2,86%, a R$ 9,00

Trump diz que Bolsonaro é alvo de tentativa de execução política

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nesta quinta-feira o ex-presidente Jair Bolsonaro ao afirmar que o aliado, a quem chamou de um homem honesto, é alvo de uma tentativa de execução política no Brasil.

“O Brasil tem algumas leis muito ruins acontecendo, onde eles pegam um presidente e o colocam na prisão, ou tentam colocá-lo na prisão. Acontece que eu conheço esse homem e vou dizer a vocês, sou muito sobre pessoas. Acho que ele (Bolsonaro) é um homem honesto”, disse Trump.

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Ibovespa cai com tombo de Raízen (RAIZ4) e blue chips; dólar sobe a R$ 5,41

O Ibovespa (IBOV) engatou o segundo dia negativo com atenções divididas entre dados econômicos no Brasil e no exterior, repercussão do pacote de contingência do ‘tarifaço’ e balanços corporativos.

Nesta quinta-feira (14), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com queda de 0,24%, aos 136.355,78 pontos.

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