Regata, casaco de lã e guarda-chuva na bolsa. Nos últimos meses, conferir a previsão do tempo antes de sair de casa deixou de ser suficiente para se preparar para o dia. As mudanças bruscas no clima chamam atenção, mas seus efeitos mais relevantes costumam aparecer longe das ruas e dos termômetros. Quando o assunto é El Niño, os impactos podem chegar às lavouras, aos preços dos alimentos, à inflação, ao crescimento econômico e até à trajetória dos juros.
É por isso que o fenômeno voltou ao radar de economistas, investidores e autoridades. As condições típicas do El Niño já foram confirmadas no Oceano Pacífico, e os modelos climáticos apontam para um fortalecimento gradual ao longo dos próximos meses, especialmente entre a primavera e o verão.