As taxas dos DIs subiram pela quarta sessão consecutiva nesta sexta-feira (18) e se aproximaram dos 13% em vários vencimentos, com a curva refletindo novamente a desconfiança na política fiscal do governo Lula, em um ambiente de incertezas também no exterior.
Das 14 sessões de outubro até agora, as taxas avançaram em dez oportunidades.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2025 — que reflete as apostas para a Selic no curtíssimo prazo — estava em 11,192%, ante 11,182% do ajuste anterior.
A taxa para janeiro de 2027 estava em 12,92%, ante o ajuste de 12,849%, e o vencimento para janeiro de 2028 marcava 12,955%, ante 12,89%.
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2030 estava em 12,97%, ante 12,917%, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 12,86%, ante 12,829%.
Assim como em sessões anteriores, a desconfiança na capacidade do governo de equilibrar as contas públicas impulsionou as taxas futuras no Brasil, a despeito de no exterior os rendimentos dos Treasuries estarem em baixa.
Perto do fechamento a curva precificava 90% de probabilidade de alta de 50 pontos-base da Selic em novembro, contra 10% de chance de elevação de 75 pontos-base. Na quinta-feira os percentuais eram de 88% e 12%, respectivamente. Atualmente a Selic está em 10,75% ao ano.
*Com informações de Reuters