Apple

Tim Cook: O executivo que ajudou a salvar a Apple da falência para que Steve Jobs pudesse continuar inovando

22 abr 2026, 15:27 - atualizado em 22 abr 2026, 15:27
Tim Cook
(Imagem: Iphonedigital/Flickr)

Tim Cook, CEO da Apple, anunciou que vai deixar o cargo ainda neste ano, após 15 anos na liderança da big tech. Em 1998, Cook chegou à empresa da maçã com um objetivo: salvar a Apple da falência e permitir que Steve Jobs continuasse inovando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

À época da chegada de Cook, a Apple passava por dificuldades financeiras severas e Jobs precisava de alguém para cuidar da parte ‘chata’ do negócio.

Muitos não teriam aceitado a proposta, dado o cenário da empresa, mas Cook parecia ter uma visão parecida com a de Jobs para o futuro da Apple.

Tim Cook: o último respingo de Steve Jobs na Apple?

Contar a história de Tim Cook sem mencionar Steve Jobs é uma missão impossível. Então, para contexto, é preciso voltar um passo e contar um pouco da história da Apple.

A então ‘Apple Computer Company’ foi fundada em 1976 por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne. Porém, em 1985, Jobs pediu demissão por diferenças com os outros líderes da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por alguns anos, a Apple colheu os frutos das primeiras criações de Jobs. Aos poucos, no entanto, ela parecia ficar para trás da concorrência.

Quando Jobs voltou à empresa, em 1997, a situação financeira era precária e poucos acreditavam na volta por cima. No ano seguinte, ele contratou Tim Cook que começou a colocar ordem na casa.

Conhecido pela personalidade explosiva e pelo perfeccionismo, Jobs confiou a Cook a tarefa de otimizar a cadeia de suprimentos e a operação global.

Com isso, Jobs ficou livre para criar. Vieram então os iPods, iPads, iPhones e tantos outros produtos transformados em sonho de consumo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O provisório vira definitivo

O mandato de Tim Cook como CEO da Apple deveria ser apenas provisório. Ele assumiu a função temporariamente em 2009 para que Jobs tratasse um câncer de pâncreas. No entanto, o fundador da Apple sucumbiu à doença.

Dois meses antes da morte de Jobs, em 2011, Cook assumiu efetivamente o posto.

Mesmo sem Jobs, a Apple continuou crescendo em valor de mercado sob a batuta de Cook. Hoje, o valor de mercado da companhia é de aproximadamente US$ 4 trilhões.

Nos últimos anos, a Apple lançou produtos como o Apple Watch e os AirPods. Cook também apostou em serviços, como Apple Music e Apple TV+, diversificando as fontes de receita da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CEO fez o que sabia fazer desde o início e fez a companhia ter uma cadeia de suprimentos invejável.

Além disso, diversificou os produtos e apostou em energia renovável e políticas de privacidade, ganhando destaque no compromisso ambiental e ético.

Mas nem tudo são flores.

As abobrinhas de Cook

Apesar de revolucionar no quesito eficiência, muitos argumentam que a Apple perdeu não apenas o CEO com a morte de Jobs, mas a capacidade de inovação disruptiva que a diferenciava da concorrência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, mesmo tendo diversificado na teoria, a empresa ainda depende das vendas de iPhone. Para se ter uma noção, no quarto trimestre fiscal de 2025, apenas essa categoria representou 47% da receita da Apple.

Uma maçã doce ou envenenada?

Quem passará a cuidar da macieira é John Ternus, que assumirá o cargo oficialmente apenas em setembro. O novo CEO enfrentará não só o desafio de cuidar do legado dos que o antecederam, mas de levar a Apple a recuperar a capacidade de inovação.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar