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BEEF3, JBSS32 e MBRF3: Veto da UE para carne brasileira traz diferentes impactos para ações, aponta Genial

08 jun 2026, 11:43 - atualizado em 08 jun 2026, 11:43
boi gado carne veto UE
(iStock.com/Phototreat)

A União Europeia (UE) confirmou sua decisão de barrar importações de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil, que entra em vigor no dia 3 de setembro.

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Na avaliação da Genial Investimentos, o impacto é desigual entre Minerva Foods (BEEF3), JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3).

Por volta de 11h06, MBRF3, BEEF3 e JBSS32 recuavam 3,24%, 2,45% e 2,48%, respectivamente.

Segundo dados do Agrostat, o bloco europeu foi o terceiro principal destino da carne brasileira em valor em 2025, movimentando US$ 1,8 bilhão — sendo US$ 1,1 bilhão em carne bovina e US$ 762 milhões em carne de frango.

Para os analistas, esse montante representa uma parcela pequena da receita das companhias. A JBS, por exemplo, registrou faturamento de US$ 88 bilhões nos últimos 12 meses. Além disso, ainda existe uma janela até setembro para realocação de volumes e negociações diplomáticas.

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O ponto mais sensível não está no volume exportado, mas no mix de produtos e nas margens. Isso porque a UE é considerada um mercado premium, o que significa que a perda de rentabilidade por tonelada pode ser mais relevante do que a perda de volume em si.

“O que realmente importa é a parcela de origem brasileira, já que o veto vale apenas para o Brasil. Tudo o que sai de Argentina, Uruguai e Paraguai continua habilitado e pode absorver parte do volume realocado”, afirma o analista Luca Vello.

O veto da UE para carne brasileira e seus impactos para BEEF3, JBSS32 e MBRF3

A Genial destaca que o mais importante não é quanto cada empresa vende para a União Europeia, mas quanto dessas exportações têm origem no Brasil.

Mesmo sendo mais concentrada em carne bovina, a Minerva aparece como a companhia mais protegida da medida.

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“A plataforma cobre Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Colômbia, e a companhia lidera o market share de exportação na América do Sul. O contraponto é que a UE é destino premium e a Minerva não tem outra proteína para compensar”.

Segundo a corretora, a parcela diretamente afetada representa cerca de 3,4% da receita bruta acumulada nos últimos 12 meses. Outros 2% a 3% das vendas para a UE têm origem em Argentina, Uruguai e Paraguai, ficando fora do alcance da restrição e podendo absorver parte dos volumes redirecionados.



Quanto à JBS, a principal proteção é a diversificação geográfica da operação. O Brasil responde por 26% da receita por consumo, mas apenas 12% da produção. Cerca de metade do faturamento vem dos Estados Unidos, enquanto a companhia também mantém produção dentro da própria Europa, por meio da Moy Park e da Vivera.

Nesse caso, o impacto se restringe às exportações de carne bovina da JBS Brasil e aos embarques de frango e processados da Seara para o continente europeu. A maior parte das exportações brasileiras da companhia tem como destino a Ásia e o Oriente Médio.

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“Estimamos uma exposição equivalente a cerca de 1% da receita consolidada, em uma faixa de 0,5% a 1,5%, com elevada capacidade de realocação por meio da Austrália, dos Estados Unidos e da produção local na Europa”, afirma a Genial.



Por fim, para MBRF, o risco está dividido entre os negócios de carne bovina e frango. A operação Beef América do Norte, baseada nos EUA, não é afetada pela medida. Em contrapartida, Beef América do Sul e BRF concentram a exposição ao mercado europeu.

Somadas, as exportações brasileiras destinadas à UE representam cerca de 2,5% da receita consolidada da companhia, o equivalente a R$ 1,3 bilhão por trimestre. Desse total, aproximadamente 1% está ligado à carne bovina e 1,5% ao frango.



A diferença está na capacidade de redirecionamento dos volumes. No caso da carne bovina, a produção pode migrar para plantas localizadas no Uruguai e na Argentina. Já no frango, a situação é mais desafiadora.

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“O frango fica mais restrito. A BRF concentra o abate de aves no Brasil e não possui uma estrutura equivalente habilitada no Mercosul para atender a demanda europeia. Vale lembrar que a reabertura dos mercados da UE e da China para o frango foi um dos principais motores do resultado internacional da BRF no primeiro trimestre de 2026, ganho que agora é parcialmente revertido”, conclui a corretora.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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