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Gangorra de preços: Entenda a crise no Zcash (ZEC), criptomoeda que derreteu mais de 40% e recupera parte das perdas na semana

08 jun 2026, 11:46 - atualizado em 08 jun 2026, 11:46
Queda do Zcash (ZEC) (Imagem: Copilot)
Queda do Zcash (ZEC) (Imagem: Copilot)

A Zcash (ZEC) virou a criptomoeda mais mencionada pelos operadores do mercado na última semana. O token ZEC chegou a cair mais de 40% em um determinado momento do mercado, mas recuperou a maior parte das perdas nos últimos dias.

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Tudo começou na última sexta-feira (5). Durante a madrugada, desenvolvedores divulgaram uma “vulnerabilidade crítica” no pool protegido Orchard do protocolo, que poderia ter permitido a falsificação indetectável de moedas por mais de quatro anos.

Em outras palavras, seria possível não apenas criar liquidez artificial no protocolo, mas também criar mais dinheiro.

Segundo dados da CoinGecko, a criptomoeda caiu da máxima local de US$ 635 registrada na quarta-feira (3) para uma mínima intradiária de US$ 309 na quinta-feira (4).

A intensidade da queda e da recuperação de preços também é resultado da incerteza que cerca o caso. Embora a vulnerabilidade tenha sido corrigida no início desta semana, o desenho da rede faz com que ainda não seja possível determinar se agentes maliciosos exploraram a falha, o que lhes permitiria criar tokens ZEC falsificados.

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Quem é e o que faz a Zcash (ZEC)

A Zcash é uma criptomoeda descentralizada focada em privacidade e anonimato lançada em outubro de 2016 e originalmente foi desenvolvida com base no código do Bitcoin (BTC).

Ela utiliza a tecnologia de prova de conhecimento zero (zero-knowledge proof) conhecida como zk-SNARK, que permite a validação das transações sem revelar informações sensíveis sobre elas.

Ao contrário de um equívoco comum, a maioria das criptomoedas do mercado, incluindo o Bitcoin, não é anônima, mas sim pseudônima. Isso significa que cada usuário tem um ou mais endereços públicos que podem ser rastreados com técnicas refinadas de análise de dados on-chain, mesmo sem revelar explicitamente a identidade de seus usuários.

No caso da Zcash, por outro lado, também são registradas em uma blockchain pública, mas, diferentemente das criptomoedas pseudônimas, as transações em ZEC não revelam, por padrão, os endereços do remetente e do destinatário nem o valor transferido.

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Ainda assim, existe a opção de divulgar essas informações para fins de auditoria ou conformidade regulatória.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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