‘Trade eleitoral’? Ibovespa dispara 6 mil pontos após pesquisa Quaest
O Ibovespa (IBOV) ganha mais de 6 mil pontos nas primeiras horas do pregão desta quarta-feira (2) e opera no nível dos 186 mil pontos após a pesquisa de intenção de voto apontar uma nova redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Por volta de 12h (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira bateu a máxima intradia, aos 186.028,06 pontos, com alta de 3,51%. A pontuação representa um ganho de 6.305,58 pontos em relação ao fechamento anterior.
O iShares MSCI Brazil (EWZ), que é um fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) negociado na Bolsa de Nova York (NYSE) que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro – e que também opera influenciado por fatores externos -, também opera em forte alta. No mesmo horário, o EWZ subia 4,18%, a US$ 38,10, na máxima intradia.
Segundo a pesquisa Quaest, Lula tem 37% das intenções de voto no primeiro turno contra 29% de Flávio Bolsonaro. O petista recuou 1 ponto porcentual, ante os 38% da pesquisa passada, divulgada em 14 de agosto, e Flávio Bolsonaro caiu 2 pontos sobre os 31%.
Já em um eventual segundo turno, Lula tem 42% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 41%. O presidente recuou 1 ponto porcentual ante os 43% do levantamento anterior e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cresceu também 1 ponto sobre os 40%.
Com o resultado, a diferença entre ambos cai de 3 para 1 ponto, e ambos mantêm o empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
Para Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, embora as especulações e os desdobramentos no ambiente político sigam atuando como um catalisador pontual de volatilidade hoje, o principal motor do índice continua sendo a tração exercida pelos papéis de grande peso ligados a commodities, que seguem atraindo o fluxo de capital de investidores estrangeiros.
Na visão de Marcos Praça, analista da ZERO Markets Brasil, a pesquisa mostra um páreo “duro” no segundo turno entre Lula e Flávio, “o que animou os mercados com os dois candidatos com chances de vitória”, apesar dos ruídos do Caso Master e o Supremo Tribunal Federal (STF). “É o trade eleitoral já batendo na porta e fazendo preço”, afirma Praça.
E o dólar?
O dólar opera em queda ante as moedas globais, como euro e libra. Por volta de 11h20, o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,14%, a 99.535 pontos.
Na comparação com o real, o dólar acompanha o movimento externo e ainda é pressionado pela entrada de fluxo estrangeiro, além do “trade eleitoral” com mercado precificando uma possível mudança de governo. No mesmo horário, a divisa norte-americana operava a R$ 5,1176, com baixa de 0,74%.
Na véspera, a moeda terminou as negociações a R$ 5,1557.
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