Comprar ou vender?

2 bancos para ter na carteira se Lula ganhar e 2 para comprar se Flávio vencer, segundo o Citi

02 set 2026, 12:18
Lula e Flavio: Disputa acirra ânimos do mercado

A pouco mais de um mês das eleições, a disputa envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) começa a pegar nos mercados.

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Se antes a vitória de Lula era mais provável, principalmente em meio ao caso Dark Horse, com o áudio de Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro explodindo, agora a disputa parece mais acirrada, como indicam as pesquisas.

Mas como ganhar dinheiro em meio a esse cenário? O Citi tentou realizar esse exercício usando os bancos como mote.

Quais cavalos apostar?

Para o Citi, em uma vitória de Lula, os nomes preferidos são BTG Pactual (BPAC11) e Caixa Seguridade (CXSE3), que poderiam se beneficiar de um ambiente de taxas de juros mais altas e do crescimento dos empréstimos com finalidade específica.

Por outro lado, em uma vitória de Flávio, os favoritos são XP e B3 (B3SA3), já que a credibilidade fiscal e as taxas de juros mais baixas poderiam impulsionar a atividade nos mercados de capitais, os volumes de negociação e uma participação financeira mais ampla.

Quais as diferenças de modelo?

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Segundo os analistas, a proposta de Lula segue um modelo desenvolvimentista. Ou seja, bancos públicos como o BNDES, o Banco do Brasil (BBAS3) e a Caixa Econômica Federal funcionam como motores do crescimento econômico, da política industrial, da inclusão social e da expansão do crédito.

Um exemplo dessa política foi o Desenrola, desenvolvido para aliviar o estresse financeiro das famílias e estimular o consumo.

Por outro lado, a plataforma de Flávio Bolsonaro adota uma abordagem mais orientada para o mercado e fiscalmente conservadora.

O programa de governo diz que a redução dos custos de empréstimo deve vir da disciplina fiscal, da queda da inflação, da redução da dívida pública e do fortalecimento da confiança dos investidores.

Endividamento das famílias

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Ainda segundo o Citi, há divergência também no endividamento das famílias.

Lula defende a intervenção ativa do governo por meio da reestruturação da dívida, da proteção ao consumidor e da expansão de programas de crédito público, enquanto Bolsonaro se concentra na prevenção do endividamento excessivo.

Para isso, o candidato aposta em estabilidade macroeconômica, educação financeira e incentivos que recompensem o comportamento financeiro responsável.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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