2 bancos para ter na carteira se Lula ganhar e 2 para comprar se Flávio vencer, segundo o Citi
A pouco mais de um mês das eleições, a disputa envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) começa a pegar nos mercados.
Se antes a vitória de Lula era mais provável, principalmente em meio ao caso Dark Horse, com o áudio de Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro explodindo, agora a disputa parece mais acirrada, como indicam as pesquisas.
Mas como ganhar dinheiro em meio a esse cenário? O Citi tentou realizar esse exercício usando os bancos como mote.
Quais cavalos apostar?
Para o Citi, em uma vitória de Lula, os nomes preferidos são BTG Pactual (BPAC11) e Caixa Seguridade (CXSE3), que poderiam se beneficiar de um ambiente de taxas de juros mais altas e do crescimento dos empréstimos com finalidade específica.
Por outro lado, em uma vitória de Flávio, os favoritos são XP e B3 (B3SA3), já que a credibilidade fiscal e as taxas de juros mais baixas poderiam impulsionar a atividade nos mercados de capitais, os volumes de negociação e uma participação financeira mais ampla.
Quais as diferenças de modelo?
Segundo os analistas, a proposta de Lula segue um modelo desenvolvimentista. Ou seja, bancos públicos como o BNDES, o Banco do Brasil (BBAS3) e a Caixa Econômica Federal funcionam como motores do crescimento econômico, da política industrial, da inclusão social e da expansão do crédito.
Um exemplo dessa política foi o Desenrola, desenvolvido para aliviar o estresse financeiro das famílias e estimular o consumo.
Por outro lado, a plataforma de Flávio Bolsonaro adota uma abordagem mais orientada para o mercado e fiscalmente conservadora.
O programa de governo diz que a redução dos custos de empréstimo deve vir da disciplina fiscal, da queda da inflação, da redução da dívida pública e do fortalecimento da confiança dos investidores.
Endividamento das famílias
Ainda segundo o Citi, há divergência também no endividamento das famílias.
Lula defende a intervenção ativa do governo por meio da reestruturação da dívida, da proteção ao consumidor e da expansão de programas de crédito público, enquanto Bolsonaro se concentra na prevenção do endividamento excessivo.
Para isso, o candidato aposta em estabilidade macroeconômica, educação financeira e incentivos que recompensem o comportamento financeiro responsável.