Internacional

Trump reafirma que Xi apoia “fortemente” restrições nucleares ao Irã e reabertura de Ormuz

15 maio 2026, 10:02 - atualizado em 15 maio 2026, 10:04
Presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca
Presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca (13 de abril de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã precisa apresentar um compromisso “real” de abandono de seu programa nuclear e voltou a defender que Teerã jamais poderá desenvolver uma arma atômica. Em conversa com jornalistas no Air Force One nesta sexta-feira (15) após visita à China, o republicano disse que o tema foi amplamente discutido com o presidente chinês, Xi Jinping.

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Segundo Trump, Xi concordou “fortemente” que o Irã não pode possuir armas nucleares e também demonstrou interesse na reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. O presidente norte-americano afirmou que a China depende fortemente da passagem marítima para abastecimento energético.

“Ele gostaria muito de ver o estreito aberto”, disse. Trump também afirmou que discutiu a possibilidade de remover sanções contra empresas chinesas que compram petróleo iraniano e indicou que poderá tomar uma decisão “nos próximos dias”.

Ao comentar as negociações nucleares com Teerã, o republicano afirmou ter rejeitado partes de propostas apresentadas pelos iranianos por considerar insuficientes as garantias oferecidas.

Segundo ele, um prazo de 20 anos para restrições ao programa nuclear iraniano poderia ser aceitável, desde que acompanhado de garantias concretas. “Tem que ser um compromisso real”, declarou. “Tirem todo o combustível e não haja mais produção”, acrescentou.

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Trump também retomou comentários sobre resíduos nucleares nas instalações atingidas e disse que apenas Estados Unidos e China teriam tecnologia para remover a chamada “poeira nuclear” deixada pelos bombardeios.

“Somos os únicos com equipamento para isso”, afirmou. Questionado sobre eventual retomada de ataques militares, Trump evitou detalhar cenários, mas reforçou que “o Irã nunca terá uma arma nuclear”.

Relações comerciais com a China

Trump afirmou ter fechado “grandes acordos comerciais” com a China durante reuniões Xi e indicou expectativa de aumento das compras chinesas de produtos dos EUA, especialmente aeronaves e soja.

Segundo o presidente dos EUA, Pequim concordou com a compra inicial de mais de 200 aviões da Boeing, além de motores da General Electric, e sinalizou a possibilidade de ampliar o volume no futuro. “Fizemos muitos grandes acordos comerciais, incluindo mais de 200 aviões da Boeing”, disse. Segundo ele, haveria ainda uma promessa de até 750 aeronaves, caso o primeiro lote seja bem executado.

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O republicano também afirmou que agricultores norte-americanos serão beneficiados pelo entendimento com os chineses. “Os fazendeiros vão ficar muito felizes. A China comprará bilhões de dólares em soja dos EUA”, declarou, sem dar mais detalhes.

Apesar das referências aos acordos, Trump disse que tarifas não foram tema central das conversas com Xi. “Não discutimos tarifas”, afirmou, acrescentando que os chineses seguem pagando “tarifas substanciais”. “Falei sobre tudo que você pode imaginar, exceto tarifas.”

Questionado sobre exportações de chips avançados da Nvidia para a China, Trump disse que o assunto foi abordado nas conversas. Segundo ele, Pequim tem interesse nos semicondutores H200, embora também tente desenvolver tecnologia própria.

“A China precisa dos chips avançados H200 da Nvidia, mas acho que eles querem desenvolver os deles”, afirmou. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, integrou a comitiva do presidente norte-americano nos encontros com Xi.

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Trump também afirmou que ele e Xi concordam “em muitas coisas, principalmente sobre comércio”, e disse esperar até quatro reuniões entre os dois líderes neste ano, incluindo encontros durante a cúpula do G20, em Miami, na reunião do G20 sediada pela China em novembro e em uma visita de Xi à Casa Branca prevista, segundo ele, para 24 ou 26 de setembro.

Taiwan

Trump afirmou que ainda decidirá “em um período relativamente curto” sobre a continuidade das vendas de armas norte-americanas para Taiwan, após discutir o tema diretamente com o presidente chinês.

No Air Force One, Trump disse que Xi manifestou forte oposição a movimentos pela independência de Taiwan. O republicano, porém, afirmou não acreditar em risco de conflito militar entre Washington e Pequim em torno da ilha.

“A última coisa de que precisamos agora é uma guerra”, declarou. Mais cedo, Xi havia reiterado que divergências sobre Taiwan poderiam desencadear um conflito entre as duas maiores potências globais.

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Segundo Trump, o líder chinês voltou a defender que Taiwan faz parte do território chinês e reiterou oposição a iniciativas separatistas. O presidente dos EUA, porém, evitou assumir compromissos públicos sobre eventual defesa militar da ilha. Questionado se os Estados Unidos defenderiam Taiwan em caso de conflito, respondeu: “Não vou falar sobre isso.”

Trump também confirmou que discutiu “em grande detalhe” com Xi as vendas de armas norte-americanas para Taiwan, apesar de ter sido questionado por jornalistas sobre compromissos históricos dos EUA de não consultar Pequim sobre o tema. “Discutimos Taiwan e toda a questão das vendas de armas”, disse.

Ao comentar a relação bilateral, o presidente norte-americano afirmou respeitar Xi e evitou classificá-lo como ditador. “Eu o respeito muito. Ele é o presidente da China”, declarou.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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