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UBS BB enxerga Méliuz (CASH3) ‘subvalorizado’ e vê potencial de alta de quase 40%; saiba o que esperar do balanço

06 maio 2026, 11:53 - atualizado em 06 maio 2026, 11:53
Méliuz
(Imagem: Facebook da Méliuz)

O UBS BB publicou um relatório na última terça-feira (6) atualizando as estimativas dos resultados do Méliuz (CASH3) antes da publicação do balanço do primeiro trimestre (1T26), que deve acontecer na próxima quinta-feira (7).

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“Apesar das contínuas melhorias operacionais, acreditamos que o negócio operacional do Méliuz (marketplace e fintech), excluindo sua estratégia com Bitcoin (BTC), permanece subvalorizado pelo mercado”, dizem os analistas Kaio Prato, Camila Azevedo e Bruno Kenji, que assinam o relatório.

Os analistas avaliam que o core business do Méliuz opera com uma relação EV/Ebitda (valor da empresa sobre geração de caixa) de 1,3x, o que representa um múltiplo de preços sobre lucro projetado (P/L) de 3,7x para 2026 e 2027.

Por isso, os especialistas mantêm a recomendação de compra para os papéis CASH3, com o preço-alvo em R$ 6,20, um potencial de alta de 38% em relação às cotações de fechamento da sessão da última terça-feira.



“Nossa recomendação não incorpora qualquer projeção para o preço do Bitcoin e baseia-se exclusivamente na subvalorização do negócio operacional da companhia, assumindo preços do Bitcoin nos níveis atuais de mercado”, escrevem.

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Raio-X no balanço do Méliuz (CASH3)

Os analistas do UBS BB projetam que o GMV (volume bruto de mercadorias) deve crescer 12% na comparação anual, enquanto o take rate (taxa que uma plataforma cobra sobre o valor total de cada transação realizada por terceiros) deve permanecer estável na comparação trimestral.

O resultado deve ser sustentado pelas verticais Méliuz Ads, Prime, Brands (“Nota Fiscal”), Joy e outras iniciativas que seguem ganhando tração.

Do mesmo modo, a receita deve crescer 22% na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionada pelo marketplace, enquanto as despesas devem permanecer controladas, com alta de 18% na mesma base de comparação.

Por fim, o Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) projetado é de R$ 23 milhões, alta de 43% em relação ao primeiro trimestre de 2025 (1T25) e lucro líquido de R$ 13 milhões (+22%).

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Os analistas ressaltam que não incluem novas perdas com Bitcoin decorrentes da desvalorização das criptomoedas no trimestre, tendo em vista que no último trimestre de 2025 (4T25) houve um prejuízo não-realizado de R$ 57 milhões.

Para o ano cheio, o Ebitda projetado é de R$ 99 milhões (+6%) e R$ 102 milhões (+3%) em 2026 e 2027, enquanto o lucro deve alcançar R$ 57 milhões (+9%) e R$ 62 milhões (+9%).

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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