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Braskem (BRKM5) tem resultado fraco no 1T26, mas Citi enxerga luz no fim do túnel

06 maio 2026, 12:13 - atualizado em 06 maio 2026, 12:13
braskem brkm5
(Imagem: Divulgação/Braskem)

As ações da Braskem (BRKM5) operam mistas nesta terça-feira (6), após a divulgação do relatório operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26), que mostrou um desempenho mais fraco da companhia.

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Por volta das 12h, os papéis avançavam cerca de 0,54%, negociados a R$ 9,36, após oscilarem entre R$ 8,95 e R$ 9,39 ao longo da manhã, indicando um movimento volátil.

A reação do mercado acompanha a leitura mais cautelosa sobre os dados operacionais. O trimestre foi marcado por queda nas vendas de resinas e químicos no Brasil, além de compressão de spreads, reforçando a pressão sobre margens.

Já no exterior, apesar de alguma melhora operacional nos Estados Unidos e na Europa, o desempenho mais fraco no México, que teve uma forte queda na taxa de utilização e nos volumes, pesou sobre a percepção dos investidores.

O que dizem os analistas

Na avaliação do Citi, o conjunto de dados operacionais reforça que a companhia ainda atravessa um momento delicado. “A Braskem reportou números operacionais negativos, refletindo principalmente a forte queda na taxa de utilização no México”, destacam os analistas.

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O banco chama atenção para o fato de que o país foi o principal ponto de deterioração no trimestre, em meio à menor disponibilidade de etano e às medidas de preservação de liquidez da Braskem Idesa. “A redução nas importações de etano e a menor oferta da Pemex explicam a queda acentuada da utilização”, afirmam.

Apesar disso, há um vetor positivo começando a aparecer. Segundo o Citi, “os spreads melhoraram de forma geral na comparação trimestral entre os segmentos”, movimento atribuído principalmente aos efeitos do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços petroquímicos diante de uma oferta global mais restrita e custos mais altos de matéria-prima.

Ainda assim, o banco pondera que o cenário geral segue desafiador. “Os números do 1T26 ainda refletem um mercado petroquímico difícil, com o México permanecendo como o principal destaque negativo”, dizem os analistas.

O Citi também antecipa que os resultados financeiros devem acompanhar essa fraqueza operacional no curto prazo.

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Por outro lado, a leitura para frente é mais construtiva. “Seguimos vendo um cenário melhor nos próximos trimestres, refletindo spreads mais elevados e uma provável melhora de competitividade”, diz o banco, sinalizando que, embora o presente ainda pese, o mercado já começa a ensaiar uma virada no horizonte.

A casa segue com recomendação neutra para a ação com adicional de “alto risco”, além de preço-alvo em R$ 10, o que representa uma valorização de pouco mais de 7% em relação aos preços atuais do papel.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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