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Klabin (KLBN11) tem 1T26 pressionado por custos e caixa negativo; BTG e Santander divergem em recomendação

06 maio 2026, 12:26 - atualizado em 06 maio 2026, 12:26
Suzano celulose klabin papel
(iStock.com/DedMityay)

A Klabin (KLBN11) apresentou resultados em linha no primeiro trimestre de 2026, mas com pressão relevante na geração de caixa e avanço limitado na desalavancagem, segundo avaliações de BTG Pactual e Santander.

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O Ebitda ajustado somou R$ 1,7 bilhão, praticamente em linha com as estimativas, mas com queda de 9% na comparação trimestral e de 10% na anual. O resultado foi impactado por paradas programadas para manutenção na unidade de Monte Alegre.

Apesar de volumes acima do esperado, o fluxo de caixa livre (FCF) ficou negativo no trimestre, pressionado por maiores investimentos e consumo de capital de giro. A alavancagem seguiu elevada, em 3,3 vezes dívida líquida/EBITDA em dólar, sem evolução relevante no período.

Na visão do BTG, o trimestre reforça um cenário de “momentum fraco”, com condições de mercado ainda desafiadoras, pressão nos preços da celulose e impacto de um real mais forte. O banco mantém recomendação neutra para a ação (preço-alvo de R$ 23), citando valuation elevado e falta de catalisadores no curto prazo.

A visão do Santander para Klabin

Já o Santander destacou que o EBITDA ficou levemente abaixo do consenso, embora ligeiramente acima de suas projeções, e apontou estabilidade nos volumes de celulose, em 401 mil toneladas (+16% na base anual).

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Os preços realizados de hardwood avançaram 7% no trimestre, enquanto softwood e fluff recuaram 4%, resultando em leve alta nos preços médios em dólar, mas queda em reais. Ao mesmo tempo, os custos pressionaram o resultado: o custo caixa unitário subiu para US$ 252 por tonelada, impulsionado principalmente pela alta de 15% no custo da madeira, além de aumentos em combustível e químicos.

Ainda assim, o EBITDA da divisão de celulose cresceu 29% no trimestre, com expansão de margens para 47%.

Na divisão de papel, os volumes ficaram estáveis, com recuperação em containerboard, mas queda em cartão revestido. Os preços médios recuaram 3% no período, refletindo a continuidade da pressão nesse segmento. Já embalagens registraram leve queda de volumes no trimestre, com preços estáveis.

No consolidado, o custo caixa total atingiu R$ 3.342 por tonelada, impactado por 14 dias de manutenção em Monte Alegre, com custo direto de R$ 124 milhões.

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O Santander também destacou que a companhia consumiu R$ 102 milhões em fluxo de caixa livre ajustado no trimestre, ainda refletindo pressão de capital de giro, enquanto os investimentos somaram R$ 839 milhões.

Apesar do cenário pressionado, o banco mantém recomendação de compra para KLBN11, com preço-alvo de R$ 29, e espera uma reação neutra do mercado aos resultados.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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