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UBS WM vê resiliência na alocação como chave na crise entre EUA e Irã e aponta sinal de alerta para o dólar

19 abr 2026, 10:05 - atualizado em 19 abr 2026, 10:18
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(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)

O UBS Wealth Management, em relatório, considera que a fragilidade nas negociações entre Estados Unidos e Irã se soma às preocupações dos investidores quanto à inflação, ao crescimento, dívida governamental e aos impactos da inteligência artificial (IA), que devem persistir ainda à frente.

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Nesse cenário, o banco avalia que os investidores devem manter exposição diversificada em ações entre setores e regiões para ganhos de médio e longo prazo. “Também acreditamos que a forma mais eficaz de navegar um ambiente incerto e potencialmente volátil é por meio da diversificação de portfólio e estratégias de proteção (hedge)”, diz.

Para o UBS Wealth Management, o ouro e as commodities em geral podem servir como proteção contra a inflação e como importantes instrumentos de diversificação de portfólio. O metal dourado, segundo o banco, apresentou recuperação das mínimas do fim de março, e deve continuar se beneficiando de fatores estruturais de suporte.

“A forte demanda de bancos centrais, os esforços de investidores globais para se afastar do dólar americano e os níveis elevados de dívida pública ao redor do mundo devem sustentar o metal. Um afrouxamento adicional da política monetária do Federal Reserve ainda este ano também deve aumentar sua atratividade”, detalha.

Enquanto isso, a expectativa do banco para o petróleo Brent é de que ele siga acima de US$ 90 por barril até o fim de 2026, já que a normalização dos fluxos de energia pelo Estreito de Ormuz levará tempo.

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Adicionalmente, o banco mantém uma visão positiva sobre metais industriais como cobre e alumínio, uma vez que são a base da tendência estrutural de eletrificação.

Como estratégias que oferecem ferramentas para ajustar a exposição a ações de acordo com a visão de mercado e o apetite de risco, o UBS WM menciona os warrants de venda (put) podem ajudar a manter exposição em ações, ao mesmo tempo em que limitam perdas potenciais.

“De modo geral, mantemos a visão de que os investidores devem evitar mudanças grandes e abruptas na alocação estratégica de seus portfólios em resposta a eventos geopolíticos. No entanto, devem considerar estratégias de proteção e permanecer investidos por meio de um portfólio bem diversificado entre setores, classes de ativos e regiões, para aumentar a resiliência”, destaca o banco.

Fraqueza global do dólar chama atenção

Diante da perda de força do dólar em relação a outras divisas, com o índice DXY revertendo quase todos os ganhos desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, a expectativa do UBS WM é de que a moeda norte-americana siga mais fraca no médio prazo.

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Na última semana, o DXY recuou 0,48%, enquanto a perda chega a 1,63% no acumulado dos últimos 30 dias.

O banco suíço projeta ainda nova depreciação até o fim do ano do dólar frente a várias moedas do G10 e de mercados emergentes, com o cenário de que o Federal Reserve deve retomar o afrouxamento monetário ainda neste ano.

“No entanto, acreditamos que os investidores devem ter cautela ao extrapolar essa fraqueza no curto prazo”, frisa o UBS WM. “Dado o caminho provavelmente turbulento até uma resolução no conflito entre EUA e Irã, não se pode descartar uma nova escalada”, acrescenta.

O banco recomenda que os investidores evitem assumir uma posição decisiva de curto prazo sobre o dólar neste momento, favorecendo estratégias de venda de volatilidade, como vender a alta do euro contra o dólar em um horizonte de um mês.

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Além disso, o UBS WM segue vendo valor no dólar australiano, no yuan chinês e em outras moedas selecionadas de mercados emergentes com rendimentos elevados.

“No longo prazo, mantemos que os investidores devem alinhar as moedas do portfólio com seus passivos e planos de gastos, a fim de reduzir o risco de grandes oscilações cambiais comprometerem seus objetivos financeiros”, afirma.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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