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Vale (VALE3): Balanço do 4T23 sai nesta quinta (22) em meio a expectativas sobre CEO e provisões extras; o que esperar?

21 fev 2024, 20:24 - atualizado em 21 fev 2024, 20:27
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Vale divulgará balanço do quarto trimestre de 2023 após o fechamento do mercado desta quinta-feira (22) (Imagem: REUTERS/Ricardo Moraes)

A Vale (VALE3) reporta seus resultados nesta quinta-feira (22), depois do fechamento do mercado. Com dados de produção e vendas atingindo o guidance de 2023, analistas acreditam que o balanço trimestral da mineradora sinalizará melhorias operacionais e crescimento nas principais linhas.

A Genial Investimentos, por exemplo, está confiante com a performance da companhia no quarto trimestre do ano passado. Segundo a corretora, em relatório de prévia, essa temporada deve mostrar um crescimento de duplo dígito tanto em base sequencial quanto anual em todas as linhas do balanço da Vale – receita, Ebitda e lucro líquido.

A Genial está com grande expectativa para o Ebitda, especialmente, com projeções para o indicador proforma do quarto trimestre de US$ 7,2 bilhões, saltos de 61,2% e 44,1% nas bases trimestral e anual, respectivamente, considerando a “notável receita do minério de ferro fino e das pelotas” no período.

Além disso, com uma receita em alta mais forte que a ascensão do custo, mesmo considerando o frete mais caro, o custo caixa C1 por tonelada deve mostrar impactos satisfatórios da maior capacidade de diluição, “pondo fim às consequências mais nefastas do ponto de vista de margem em relação ao empecilho logístico de Ponta da Madeira” que pressionou a companhia no início de 2023, completa a corretora.

Vale produziu 89,4 milhões de toneladas de minério de ferro no quarto trimestre de 2023

Conforme relatório divulgado no fim do mês passado, a Vale reportou 89,4 milhões de toneladas métricas de minério de ferro no quarto trimestre de 2023.

No ano cheio de 2023, a produção da commodity pela Vale totalizou 321,1 milhões de toneladas. Com isso, a empresa superou o guidance proposto de ~315 milhões de toneladas.

No entanto, além das metas alcançadas de produção, o que surpreendeu positivamente os analistas foi a divisão de metais básicos. Antes da prévia operacional, algumas casas levantaram possibilidade de operações ainda fracas.

De acordo com o BTG Pactual, a ala de cobre surpreendeu positivamente, com os embarques totalizando 97,5 mil toneladas, alta de 36% ano a ano e 15% acima das expectativas.

A produção de cobre disparou, a 99,1 mil toneladas, beneficiada pelo ramp-up bem-sucedido da Salobo III, destaca.

Do lado do níquel, embora a performance de produção tenha sido mais fraca no comparativo anual, veio em linha com o guidance, aponta a Empiricus Research, em relatório do último mês.

A equipe de análise da XP Investimentos projeta melhora para o segmento, refletindo volumes e preços acima do esperado – embora o níquel ainda deva seguir como destaque negativo.

Um levantamento elaborado pela Bloomberg mostra que o consenso do mercado trabalha com um lucro líquido de R$ 18,9 bilhões (ou algo próximo de US$ 3,83 bilhões) para a Vale no quarto trimestre de 2023.

Novo CEO, provisões extras e o que mais o mercado está olhando

As ações da Vale sofrem nesse início de ano. Além da recente correção dos contratos futuros do minério de ferro negociados na Ásia, ruídos envolvendo o nome da companhia, em especial o futuro da gestão, vêm impedindo que os papéis se recuperem na bolsa.

Após reuniões que terminaram sem definição, membros do conselho de administração da Vale estão divididos sobre renovar ou não o mandato do atual CEO, Eduardo Bartolomeo, com data de término no fim de maio.

Também no radar, investidores olham com atenção para a possibilidade de a Vale anunciar provisões extras para o caso do rompimento da barragem da Samarco, visto que a BHP comunicou um aumento de US$ 3,2 bilhões para cobrir os custos necessários referentes ao acidente.

Editora-assistente
Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
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Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
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